A Fifa anunciou que desistiu de levar adiante o projeto de venda de participações ligadas à Copa do Mundo após a repercussão negativa da proposta entre as associações nacionais e demais envolvidos no futebol. O presidente da entidade, Gianni Infantino, confirmou a decisão em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (31). O plano previa […]
A Fifa anunciou que desistiu de levar adiante o projeto de venda de participações ligadas à Copa do Mundo após a repercussão negativa da proposta entre as associações nacionais e demais envolvidos no futebol. O presidente da entidade, Gianni Infantino, confirmou a decisão em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira (31).
O plano previa a criação de uma empresa para administrar os ativos comerciais da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, com a venda de até 20% de participação a investidores privados. A iniciativa, porém, enfrentou forte resistência de confederações como Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), Concacaf (Confederação das Associações de Futebol da América) e AFC (Confederação Asiática de Futebol), que criticaram a falta de transparência e o risco de comercialização excessiva do principal torneio da modalidade.
Segundo Infantino, a proposta tinha como princípio fortalecer as associações filiadas à entidade, mas somente seria implementada caso houvesse amplo consenso. “A intenção era avançar com a iniciativa apenas se houvesse o apoio da maioria das Associações Membro da FIFA e sempre mediante um processo de consulta”, afirmou.
“Após ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto gerou divisões de tal natureza que, independentemente do nível de apoio, já não servem ao objetivo inicialmente proposto”, escreveu o dirigente.
Diante da falta de consenso, a Fifa decidiu retirar definitivamente a proposta. “Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e promover melhorias. Consequentemente, esta proposta não terá prosseguimento”, declarou Infantino.
O presidente da entidade também informou que pretende retomar o diálogo com as associações, confederações e demais envolvidos no futebol nas próximas semanas para discutir alternativas voltadas ao fortalecimento da modalidade. “Minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, movidos pelo interesse comum no nosso esporte e com o objetivo de continuar desenvolvendo o futebol em toda parte, particularmente nos países que mais necessitam do nosso apoio”, concluiu.
Conmebol pede mais informações à FIFA sobre investimento privado
A Conmebol, entidade que rege o futebol sul-americano, havia pedido à FIFA mais esclarecimentos sobre o plano. Em comunicado divulgado nesta sexta, a confederação afirmou que sua prioridade será sempre o futebol.
“A CONMEBOL solicitou informações e esclarecimentos adicionais à FIFA sobre diversos aspectos relacionados ao alcance, estrutura, governança e possíveis efeitos” do projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), informou a confederação sul-americana em nota.
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Assessor de Infantino renuncia
Além disso, o assessor sênior de Gianni Infantino, presidente da FIFA, deixou o cargo nesta sexta-feira, em protesto contra o plano de venda de uma fatia das operações comerciais da Copa do Mundo. Carlos Cordeiro classificou a proposta como um “mau negócio” para o esporte.
“É um mau negócio para as federações membros da FIFA, um mau negócio para o futebol e um mau negócio para o futuro do esporte a longo prazo”, escreveu Cordeiro.
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