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Infantino desiste de plano da Copa, mas UEFA e CONCACAF declaram perda de confiança

Após abandonar o plano de vender ações do mundial, presidente da FIFA enfrenta forte reação de confederações

UEFA e CONCACAF dizem não confiar mais em Infantino após recuo da FIFA
UEFA e CONCACAF dizem não confiar mais em Infantino após recuo da FIFA. | Divulgação / Fifa

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, recuou oficialmente do plano de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo após enfrentar uma forte pressão de confederações e federações nacionais. Apesar da desistência, a crise política na entidade se aprofundou neste sábado (1º), com UEFA e CONCACAF afirmando que perderam a confiança na liderança do dirigente.

A proposta previa a venda de uma participação em uma nova unidade responsável por administrar os eventos da FIFA, incluindo a Copa do Mundo, em uma operação estimada em US$ 4,2 bilhões.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, recuou oficialmente do plano de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo após enfrentar uma forte pressão de confederações e federações nacionais. Apesar da desistência, a crise política na entidade se aprofundou neste sábado (1º), com UEFA e CONCACAF afirmando que perderam a confiança na liderança do dirigente.

A proposta previa a venda de uma participação em uma nova unidade responsável por administrar os eventos da FIFA, incluindo a Copa do Mundo, em uma operação estimada em US$ 4,2 bilhões.

Diante da reação negativa, Infantino anunciou que a entidade abandonaria o projeto após ouvir “atentamente todas as opiniões”. O recuo, no entanto, não foi suficiente para conter as críticas.

Confederações criticam Infantino após desistência de plano da Copa

Em comunicado, a UEFA classificou a retirada da proposta como uma “vitória para todo o futebol” e afirmou que o episódio revelou uma grave crise de confiança na atual gestão da FIFA.

“A atual direção da FIFA não só perdeu a confiança da UEFA, como também a de muitos outros membros da família do futebol”, afirmou a entidade europeia.

A confederação também criticou a forma como o projeto foi conduzido, classificando-o como um acordo “obscuro” e elaborado sem transparência ou consulta às associações. “Não podemos continuar assim, com esquemas secretos em ritmo acelerado, arquitetados por indivíduos sem rosto e de duvidoso benefício para o jogo. Devemos identificar os responsáveis ​​e responsabilizá-los”, completou.

A confederação da América do Norte, América Central e Caribe (CONCACAF) fez críticas semelhantes e disse que a proposta foi apresentada fora dos mecanismos de governança da FIFA, sem debate prévio ou devido processo.

Segundo a entidade, o episódio representa “um padrão de erros e comportamentos semelhantes” e justificaria uma revisão da atual presidência da FIFA.

“Uma proposta desta magnitude não chega a este ponto por acaso. É sintoma de uma liderança que deixou de priorizar o futebol”, dizia o texto. “Este recente ato unilateral e flagrante de má governança e liderança segue um padrão de erros e comportamentos semelhantes. Uma análise completa desta presidência é imprescindível.”

Mesmo com o recuo, federações nacionais como as da Holanda, Alemanha e Noruega afirmaram que o episódio provocou uma quebra de confiança na condução da FIFA.

Por outro lado, Catar e Marrocos mantiveram apoio ao presidente da entidade. Já o presidente da Confederação Asiática de Futebol, Sheikh Salman bin Ebrahim Al-Khalifa, elogiou a decisão de retirar a proposta e defendeu que futuras iniciativas sejam debatidas de forma transparente com as confederações e associações nacionais.

+ Infantino defende “SAF da Fifa” e diz que projeto terá votação

O que previa plano da Copa

O plano previa a criação de uma empresa para administrar os ativos comerciais da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, com a venda de até 20% de participação a investidores privados.

O plano de Infantino havia sido anunciado no início da semana e provocou resistência imediata entre dirigentes do futebol mundial, que reclamaram de não terem sido consultados.

As confederações criticaram a falta de transparência e o risco de comercialização excessiva do principal torneio da modalidade.

A crise ocorre em um momento sensível para Infantino, que pretende disputar um quarto mandato à frente da FIFA nas eleições previstas para 2027.

+ Uefa ameaça boicotar Copa do Mundo após plano da Fifa de terceirizar o Mundial

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