Missão dada é missão cumprida. Foi assim que Michael “PQD” Oliveira iniciou sua trajetória no octógono do UFC, maior organização de MMA do mundo, no último sábado (1). A estreia do brasileiro durou menos de dois minutos e mostrou perfeitamente o que o carioca tem a oferecer a Dana White e à organização: contra Michael, é tempo ruim o tempo todo. Pelo peso meio-médio, ele nocauteou o galês Oban Elliott ainda no primeiro round.
Missão dada é missão cumprida. Foi assim que Michael “PQD” Oliveira iniciou sua trajetória no octógono do UFC, maior organização de MMA do mundo, no último sábado (1). A estreia do brasileiro durou menos de dois minutos e mostrou perfeitamente o que o carioca tem a oferecer a Dana White e à organização: contra Michael, é tempo ruim o tempo todo. Pelo peso meio-médio, ele nocauteou o galês Oban Elliott ainda no primeiro round.
Início despretensioso
Nascido na Gávea e criado desde pequeno na Rocinha, no Rio de Janeiro, Michael teve os primeiros contatos com as artes marciais no Complexo Esportivo da comunidade. Foi em um projeto social, treinando kickboxing com o professor Max, que começou a desenvolver a trocação que mais tarde se tornaria sua principal característica dentro do cage.
Também foi nesse período que conheceu Minotauro. Em entrevista à ESPN antes da estreia no UFC, Michael contou que o ex-campeão o viu treinando durante uma ação realizada na Rocinha e sugeriu que ele migrasse para o MMA. Na época, o conselho não teve efeito imediato.
O objetivo de Michael era chegar ao Glory, uma das principais organizações de kickboxing do mundo. Mudar para as múltiplas artes marciais só começou a ser considerada quando o lutador chegou a pensar em abandonar as competições.
Foi então que voltou à conversa com Minotauro. Michael começou a procurar eventos de MMA por conta própria e conquistou duas vitórias.
Ao saber dos resultados, Minotauro voltou a procurá-lo e o apresentou a Rafael “Feijão” Cavalcante, ex-lutador e vice-presidente da Legacy Fighting Alliance (LFA) na América do Sul, aproximação que ajudou a abrir caminho para novas oportunidades na modalidade.
Carreira profissional
A carreira profissional no MMA começou somente em 2022, quando Michael tinha 24 anos.
Depois de construir boa parte desse caminho no LFA, recebeu em 2025 a oportunidade que poderia levá-lo ao UFC. Michael foi escalado para enfrentar o chileno Victor Valenzuela no Dana White’s Contender Series, programa em que atletas tentam convencer a direção da organização de que merecem um contrato.
Entrou com oito vitórias e nenhuma derrota. Saiu com nove. O militar venceu Valenzuela por nocaute técnico no segundo round e recebeu o tão esperado contrato.
A conquista deixou de presente uma mão quebrada, que adiou a primeira luta na organização. Foram longos meses de preparação e tratamento para enfim, chegar no UFC Belgrado, na Sérvia.
Na estreia contra Orban Elliot, foi rápido. Uma direita derrubou o galês, e o brasileiro completou o ataque até a interrupção aos 1 minuto 49 segundos do primeiro round.
O “boot marrom” antes do octógono
Antes de transformar a luta em profissão, o carioca passou oito anos no Exército Brasileiro, lugar de onde tirou o apelido “PQD”, referência à passagem pela tropa paraquedista.
🔎O boot marrom é um dos símbolos da Infantaria Paraquedista do Exército Brasileiro. Ele é usado por militares que concluem o curso de paraquedismo e passam a servir em unidades aeroterrestres.🔍
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Depois de conquistar o contrato com o UFC, o lutador afirmou à Ag Fight que levou da vida militar principalmente a disciplina, o comprometimento, a pontualidade e o respeito à hierarquia. Contou também que gostava de saltar de paraquedas antes das lutas porque considerava a adrenalina do salto ainda maior que a de entrar no octógono.
Hoje, ele evita a prática pelo risco de lesão, mas admite sentir falta da rotina militar e não perde a oportunidade de levar esse lado para o UFC. Presta continência nas pesagens, usa a boina e encara cada luta como uma missão, como tantas que já cumpriu ao longo da vida, entre elas a de se tornar o primeiro atleta da Rocinha a chegar à organização.
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