Fluminense e Independiente Rivadavia voltam a se encontrar nesta terça-feira (11), às 19h, no Maracanã, mas agora sem margem para recuperação. Depois de dividirem o mesmo grupo na primeira fase da Libertadores, as equipes iniciam a disputa por uma vaga nas quartas de final. Pelo peso das camisas, o campeão da Libertadores de 2023 enfrenta […]
Fluminense e Independiente Rivadavia voltam a se encontrar nesta terça-feira (11), às 19h, no Maracanã, mas agora sem margem para recuperação.
Depois de dividirem o mesmo grupo na primeira fase da Libertadores, as equipes iniciam a disputa por uma vaga nas quartas de final.
Pelo peso das camisas, o campeão da Libertadores de 2023 enfrenta um adversário que disputa a competição pela primeira vez.
Dentro de campo, porém, a história desta edição mostra um cenário diferente: o Rivadavia não perdeu para o Fluminense, avançou como líder da chave e teve uma das melhores campanhas de toda a fase de grupos.
O Rivadavia já mostrou ser perigoso
No Maracanã, pela segunda rodada, o Fluminense saiu na frente com Guilherme Arana, mas sofreu a virada por 2 a 1. Fabrizio Sartori e Alex Arce marcaram os gols argentinos.
O reencontro em Mendoza aconteceu em situação ainda mais delicada para o Tricolor. Arce colocou os argentinos na frente, e o Fluminense parecia caminhar para uma derrota que praticamente encerraria suas chances de classificação.
John Kennedy, porém, marcou aos 46 minutos do segundo tempo e arrancou o empate por 1 a 1.
A diferença entre as campanhas também foi grande.
O clube de Mendoza terminou a fase de grupos como um dos melhores líderes, enquanto o Fluminense precisou vencer o La Guaira na última rodada e ainda contou justamente com uma vitória do Rivadavia sobre o Bolívar para avançar.
Da segunda divisão à Libertadores em três anos
Fundado em 1913, o time de Mendoza passou décadas entre competições regionais e divisões inferiores. O acesso à elite argentina aconteceu para a temporada de 2024.
No ano seguinte, conquistou a Copa Argentina, seu primeiro grande título nacional, e garantiu uma vaga inédita na Libertadores de 2026.
A atual temporada representa não apenas a primeira Libertadores, mas a primeira participação do Independiente Rivadavia em qualquer competição organizada pela Conmebol.
Mesmo assim, o clube garantiu presença nas oitavas com duas rodadas de antecedência e permaneceu invicto nos primeiros quatro jogos, com três vitórias e um empate.
Alex Arce: de alvo no Brasil a artilheiro da Libertadores
O centroavante paraguaio chegou às oitavas como artilheiro da Libertadores, com oito gols.
Também marcou nos dois jogos contra o Fluminense na fase de grupos e se tornou a principal referência de área do time argentino.
Em 2023, depois de marcar 26 gols na campanha que levou o próprio Rivadavia à primeira divisão argentina, o atacante apareceu no radar de Cruzeiro e Grêmio.
No ano seguinte, já defendendo a LDU, recebeu uma proposta de US$ 2,5 milhões do Corinthians. A oferta foi recusada pelo clube equatoriano.
Fluminense ainda encontra dificuldades na Argentina
O jogo de ida no Maracanã ganha ainda mais importância porque o Fluminense terá de definir a vaga em Mendoza.
Antes do empate por 1 a 1 com o próprio Rivadavia em maio, o Tricolor havia disputado 15 partidas oficiais na Argentina por competições internacionais. Foram quatro vitórias, quatro empates e sete derrotas.
Com o resultado da fase de grupos, o retrospecto passou para 16 partidas, quatro vitórias, cinco empates e sete derrotas.
Entre as vitórias mais marcantes estão o 4 a 2 sobre o Argentinos Juniors, em 2011, quando o Fluminense conseguiu uma classificação improvável, e o 3 a 1 sobre o River Plate no Monumental, em 2021.
Zubeldía já teve outra Libertadores bem diferente no Brasil
Quando comandava o São Paulo, o argentino chegou a estabelecer uma sequência de 12 partidas invicto na Libertadores, com sete vitórias e cinco empates. Foi a maior série sem derrota de um treinador do clube na competição.
No Fluminense, a primeira fase de 2026 foi bem mais turbulenta. O Tricolor começou empatando com o La Guaira, perdeu para Rivadavia e Bolívar e chegou à metade da chave com apenas um ponto.
A recuperação veio nos últimos três jogos. O empate em Mendoza manteve o time vivo e as vitórias nas duas rodadas finais garantiram uma classificação que chegou ameaçada até os últimos minutos da fase de grupos. O Flu fechou a chave com duas vitórias, dois empates e duas derrotas.
Agora não haverá uma terceira oportunidade de recuperação dentro de um grupo.
Para o Tricolor, abrir vantagem no Maracanã pode ser ainda mais importante diante de um adversário que já venceu no estádio e que terá a decisão diante de sua torcida em Mendoza.
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