As novas regras contra cera e antijogo já começaram a mudar o ritmo do Brasileirão. Nos nove jogos da 23ª rodada disputados entre sábado (15) e domingo (16), a média de bola rolando chegou a 55 minutos e 29 segundos, um aumento de 2min35s em relação ao período anterior à pausa para a Copa do […]
As novas regras contra cera e antijogo já começaram a mudar o ritmo do Brasileirão. Nos nove jogos da 23ª rodada disputados entre sábado (15) e domingo (16), a média de bola rolando chegou a 55 minutos e 29 segundos, um aumento de 2min35s em relação ao período anterior à pausa para a Copa do Mundo, de acordo com comunicado da CBF divulgado nesta segunda-feira (17).
Até então, considerando as 177 partidas disputadas no campeonato, a média era de 52 minutos e 54 segundos. O crescimento foi de 4,9%, mas ainda não alcançou o patamar desejado pela CBF, que trabalha para terminar a competição com jogos entre 57 e 58 minutos de bola efetivamente em campo.
O primeiro fim de semana também serviu para colocar algumas das mudanças em prática. Os árbitros passaram a fazer contagens para cobranças de lateral, tiros de meta e outras situações em que o reinício precisa acontecer rapidamente.
Uma das novas determinações apareceu em Santos x Vasco. Após Gabriel Brazão receber atendimento médico dentro de campo, o Santos precisou escolher um jogador de linha para permanecer um minuto fora, e Neymar foi o escolhido. Já em Vitória x Botafogo, Arthur Cabral recebeu cartão vermelho depois de cobrir a boca durante uma discussão com Jair Ventura, conduta prevista no chamado “protocolo Vini Jr.”.
Para a CBF, o primeiro balanço foi positivo, embora a entidade reconheça que ainda há espaço para avançar. A expectativa é de que uma atuação mais proativa dos árbitros nos reinícios e acréscimos mais compatíveis com o tempo perdido aumentem ainda mais o período de bola rolando.
Relembre quais são as novas regras
Cinco segundos para arremesso lateral
A contagem começa assim que o jogador estiver com a bola em mãos.
Cinco segundos para cobrar tiro de meta
Após o apito, o goleiro terá cinco segundos para realizar a cobrança. Caso ultrapasse o limite, será marcado escanteio para o adversário.
Dez segundos para deixar o campo em substituições
O jogador substituído deverá sair pelo ponto mais próximo e sem retardar a partida.
Um minuto fora após atendimento médico
Quem receber atendimento dentro do gramado precisará permanecer um minuto fora antes de retornar.
Jogador de linha deixa o campo após atendimento ao goleiro
Quando o goleiro precisar ser atendido, o treinador escolherá um jogador de linha para cumprir um minuto fora.
Somente o capitão fala com o árbitro
Cada equipe terá um único interlocutor autorizado a conversar com a arbitragem.
Cobrir a boca em discussão pode resultar em vermelho
O chamado “protocolo Vini Jr.” prevê expulsão para o jogador que tapar intencionalmente a boca durante uma discussão com um adversário.
VAR pode revisar segundo cartão amarelo
A advertência que resultar em expulsão passa a poder ser analisada pelo árbitro de vídeo.
VAR poderá corrigir escanteio marcado de forma errada
A mudança foi aprovada para 2027 e permitirá a correção imediata de uma decisão equivocada, desde que não atrase o reinício do jogo.
As medidas passam a valer também na Série B a partir desta terça-feira (18), no duelo entre Londrina e Atlético-GO. Copa do Brasil masculina e feminina e Brasileirão Feminino A1 também adotarão as mudanças.
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