A Ucrânia pediu que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) reconsidere a decisão de suspender restrições impostas a competidores da Rússia e de Belarus em eventos internacionais.
A Ucrânia pediu que a FIA reconsidere a decisão de suspender restrições impostas a competidores da Rússia e de Belarus na Fórmula 1.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu, na semana passada, permitir que pilotos, equipes e dirigentes russos e bielorrussos voltem a competir com suas próprias bandeiras e hinos. A restrição estava em vigor desde 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Segundo a BBC, o ministro da Juventude e dos Esportes da Ucrânia enviou uma carta ao presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, pedindo a revisão da medida.
A Federação Automobilística da Ucrânia afirmou, em comunicado, que a decisão da FIA foi recebida como “uma surpresa total”.
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O que aconteceu?
Um porta-voz da entidade confirmou nesta terça-feira (18) o recebimento da carta ucraniana e disse que os requisitos para pilotos, equipes e dirigentes russos e bielorrussos foram atualizados após votação do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA.
Segundo o porta-voz, a decisão acompanha um anúncio feito pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em 7 de julho e medidas semelhantes adotadas por outras federações esportivas internacionais.
“A FIA mantém a proibição de organizar eventos e competições na Rússia e em Belarus. A FIA continua acompanhando de perto a situação na Ucrânia e se reserva o direito de atualizar sua posição no futuro”, afirmou a entidade.
Rússia fora da Fórmula 1 desde 2021
A Rússia, que já recebeu uma etapa regular da Fórmula 1 em Sochi, não sedia um Grande Prêmio desde 2021.
O último piloto russo na categoria foi Nikita Mazepin. A equipe norte-americana Haas rescindiu o contrato dele em 2022. Desde então, o piloto passou a competir no Oriente Médio sob bandeira neutra.
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No mês passado, o COI suspendeu provisoriamente a suspensão do Comitê Olímpico Russo, em uma decisão vista como um passo para aproximar a Rússia de uma possível reintegração ao movimento olímpico antes dos Jogos de Los Angeles, em 2028.
A FIA, que regula categorias como Fórmula 1, Fórmula 2, Fórmula 3, Fórmula E e o Campeonato Mundial de Rally, recebeu reconhecimento pleno do COI em 2013.
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