Os quatro Grand Slams do tênis anunciaram nesta quinta-feira (20) a criação de um Conselho Consultivo de Jogadores, que dará aos atletas um espaço próprio para discutir questões relacionadas aos principais torneios do circuito, incluindo premiações e bem-estar. O conselho reunirá representantes para tratar de assuntos ligados ao Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US […]
Os quatro Grand Slams do tênis anunciaram nesta quinta-feira (20) a criação de um Conselho Consultivo de Jogadores, que dará aos atletas um espaço próprio para discutir questões relacionadas aos principais torneios do circuito, incluindo premiações e bem-estar.
O conselho reunirá representantes para tratar de assuntos ligados ao Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open. A previsão é de que o grupo comece a funcionar após a disputa do torneio norte-americano, último Grand Slam da temporada.
A composição e o funcionamento do conselho ainda estão sendo definidos com a participação dos próprios tenistas. Os jogadores interessados poderão se candidatar a vagas e participar das discussões sobre temas esportivos que envolvam os quatro torneios.
Entre os assuntos que poderão entrar em pauta está a reivindicação dos atletas por uma participação maior nas receitas geradas pelos Grand Slams.
Ben Shelton, atual número seis do mundo, comemorou a criação do grupo. Em comunicado divulgado pelos torneios, o norte-americano afirmou que os jogadores buscavam há algum tempo um espaço direto de diálogo com os Grand Slams e destacou a possibilidade de participar de decisões que vão além das quadras.
Premiações provocaram pressão dos jogadores
A criação do conselho acontece depois de uma temporada marcada por cobranças relacionadas ao dinheiro distribuído pelos Grand Slams.
Durante as discussões envolvendo Roland Garros, Aryna Sabalenka, número um do mundo no feminino, chegou a defender a possibilidade de um boicote caso a premiação não fosse ampliada. Coco Gauff também manifestou apoio à adoção de uma medida mais dura.
Pelo modelo anunciado, questões que afetem os quatro Grand Slams de maneira conjunta poderão ser discutidas diretamente no conselho. Também haverá espaço para conversas específicas entre os jogadores e cada torneio.
Essa divisão leva em consideração as diferenças de estrutura, situação econômica, governança e processos de decisão existentes entre os campeonatos.
Deborah Jevans, presidente do All England Club, responsável por Wimbledon, afirmou que os organizadores reconheceram o desejo dos tenistas de participar mais das discussões. Segundo ela, a criação do conselho representa uma tentativa de fortalecer a relação entre atletas e torneios e ampliar a participação dos jogadores nas decisões.
Com informações da Reuters.
Entre na conversa da comunidade