O Mirassol pode alcançar nesta quinta-feira (20) um feito ainda maior em sua primeira participação na Libertadores. Diante da LDU, em Quito, o clube paulista decide uma vaga nas quartas de final e tenta entrar em uma fase que já teve campanhas surpreendentes de equipes brasileiras fora do grupo dos grandes protagonistas do país. Dois […]
O Mirassol pode alcançar nesta quinta-feira (20) um feito ainda maior em sua primeira participação na Libertadores. Diante da LDU, em Quito, o clube paulista decide uma vaga nas quartas de final e tenta entrar em uma fase que já teve campanhas surpreendentes de equipes brasileiras fora do grupo dos grandes protagonistas do país.
Dois casos se destacam nesse histórico. O Criciúma, em 1992, chegou às quartas logo em sua primeira Libertadores. Dez anos depois, o São Caetano foi ainda mais longe e terminou a competição como vice-campeão. O Azulão voltaria às quartas em 2004.
O Mirassol chega ao jogo decisivo depois do empate por 1 a 1 com a LDU no Maião, na partida de ida das oitavas. Quem vencer em Quito avança. Um novo empate leva a definição da vaga para os pênaltis.
Criciúma chegou às quartas na estreia
A única participação do Criciúma na Libertadores aconteceu em 1992, depois do título da Copa do Brasil conquistado no ano anterior.
O clube catarinense não entrou apenas para participar. Na fase de grupos, terminou à frente do São Paulo e chegou a vencer o Tricolor por 3 a 0, em Santa Catarina. Nas oitavas, passou pelo Sporting Cristal e avançou às quartas de final.
O adversário naquela fase também foi o São Paulo. No primeiro jogo, no Morumbi, o Criciúma perdeu por 1 a 0. A volta terminou empatada por 1 a 1 no Heriberto Hülse, resultado que encerrou a campanha catarinense.
O São Paulo seguiu na competição e conquistou pela primeira vez o título da Libertadores. O Criciúma, por sua vez, encerrou sua única participação entre os oito melhores da América.
São Caetano ficou a um jogo do título
O caso mais emblemático entre as surpresas brasileiras na Libertadores é o do São Caetano. O clube do ABC paulista chegou à final da competição em 2002, poucos anos depois de ganhar destaque nacional.
Nas quartas, o Azulão enfrentou o tradicional Peñarol. Depois de perder por 1 a 0 no Uruguai, venceu a volta por 2 a 1 e conseguiu a classificação nos pênaltis.
Depois, eliminou o América do México e chegou à decisão contra o Olimpia, do Paraguai. O São Caetano venceu o primeiro jogo da final por 1 a 0, fora de casa, e ficou muito perto do título.
Na volta, porém, perdeu por 2 a 1 no Pacaembu. Com o placar agregado empatado, a Libertadores foi decidida nos pênaltis, e o Olimpia venceu por 4 a 2.
A campanha não foi um caso isolado. Em 2004, o São Caetano voltou a chegar às quartas da Libertadores. Desta vez, enfrentou o Boca Juniors e acabou eliminado nos pênaltis após dois empates.
Outros clubes fora dos grandes também já disputaram a Libertadores
Criciúma e São Caetano não foram os únicos clubes brasileiros fora do grupo dos grandes a disputar a Libertadores. Ao longo das últimas décadas, equipes como Juventude, Paysandu, Santo André, Goiás, Paulista de Jundiaí, Paraná, Chapecoense, Red Bull Bragantino e América-MG também conseguiram chegar à principal competição de clubes da América do Sul.
Algumas delas chegaram ao mata-mata. O Paysandu, em 2003, avançou às oitavas e protagonizou uma das maiores zebras da história recente do torneio ao vencer o Boca Juniors por 1 a 0 na Bombonera. Os argentinos reverteram o confronto no jogo de volta e terminariam aquela edição como campeões. O Goiás, em 2006, e o Paraná, em 2007, também alcançaram as oitavas de final.
Outros tiveram passagens mais curtas. O Juventude, em 2000, Santo André, em 2005, Paulista, em 2006, Chapecoense, em 2017, Red Bull Bragantino e América-MG, ambos em 2022, foram eliminados na fase de grupos em suas estreias.
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