Depois de demitir o técnico português Luís Castro no último domingo (13), o Grêmio anunciou o retorno de Renato Gaúcho, que, em sua quinta passagem, conhece bem a missão que terá pela frente em mais um desafio pelo clube.
Em 2010, na primeira vez em que comandou o tricolor como treinador, Renato assumiu o time dentro do z4 e terminou o Brasileirão na quarta colocação. Agora, novamente ameaçado pela queda, ele tenta repetir uma recuperação que outros ídolos também já protagonizaram ao serem chamados em momentos de crise.
Muricy Ramalho no São Paulo em 2013
Poucos casos representam tão bem a aposta em um nome identificado com o clube quanto o retorno de Muricy Ramalho ao São Paulo em 2013. Tricampeão brasileiro pelo Tricolor entre 2006 e 2008, Muricy voltou quatro anos depois com uma missão bem diferente. O São Paulo havia terminado o primeiro turno do Brasileirão na 18ª colocação, com 18 pontos, depois de passar 11 rodadas dentro da zona de rebaixamento com Paulo Autori.
Sob o comando do treinador, o São Paulo deixou o Z4 fez uma das melhores campanhas do segundo turno e encerrou o campeonato na 9ª colocação. Considerando apenas os jogos e a tabela isolada do returno, o time terminou em 4°, somando 32 pontos, quatro a menos que o líder e campeão Cruzeiro, que fez 36.

Muricy comandando o SPFC em 2013. (Foto: Rubens Chiri / São Paulo)
O mesmo Renato no Grêmio em 2010
A primeira passagem de Renato como treinador do Grêmio começou justamente em uma luta pela permanência na Série A. Contratado em agosto de 2010 para substituir Silas, ele encontrou o time na 18ª colocação, com apenas 12 pontos.
Essa ameaça, porém, rapidamente virou uma arrancada. O Grêmio deixou a parte de baixo da tabela e terminou o Brasileirão na quarta colocação, com 63 pontos, garantindo vaga na pré-Libertadores. Além do treinador, a temporada foi de Jonas e Douglas, o arco e a flecha tricolor, que somaram juntos 53 gols e 25 assistências no ano.

Renato acabou anunciando a volta antes do clube confirmar o retorno. (Imagem: Redes Sociais)
Geninho no Athletico-PR em 2008
Sete anos depois de levar o Athletico-PR ao primeiro título brasileiro de sua história, Geninho precisava de outro grande feito.
Em setembro de 2008, o Furacão havia acabado de perder por 4 a 0 para o Goiás e estava na 17ª posição, dentro do Z4. A diretoria então buscou justamente o treinador responsável pela conquista inédita de 2001.
E foi no sofrimento. A permanência só foi garantida na última rodada. Diante de um Flamengo que ainda brigava por vaga na Libertadores, o Athletico venceu por 5 a 3 na Arena da Baixada e encerrou o campeonato na 13ª colocação, com os famosos 45 pontos, conhecido por ser a pontuação que livra de vez os clubes da queda.

Geninho, ídolo do Athletico. (Imagem> Reprodução / CAP)
Joel Santana salvou o Flamengo em duas oportunidades
Joel Santana já havia construído sua fama de “bombeiro” no próprio Flamengo dois anos antes. Em 2005, assumiu o clube na antepenúltima colocação, a nove partidas do fim do Brasileiro, e passou invicto pelo período, com seis vitórias e três empates, 77.7% de aproveitamento. O time terminou em 15° com 55 pontos e salvo da Série B.
Em 2007, o Flamengo voltou a procurá-lo, e o treinador mais uma vez aceitou o desafio. Na 17ª rodada, ocupando 19ª colocação com apenas 12 pontos, Joel comandou uma recuperação que levou o Rubro-Negro da parte de baixo da tabela até o terceiro lugar do Brasileirão e uma vaga na Libertadores.

Joel Santana pelo Mengão. (Imagem: Reprodução / Flamengo)
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