A eliminação para a Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo não foi digerida pelo Egito. A federação do país denunciou formalmente à Fifa o árbitro francês François Letexier e seus assistentes, Cyril Mugnier e Mehdi Rahmouni, por decisões consideradas favoráveis à seleção sul-americana na derrota por 3 a 2, nesta terça-feira (7). […]
A eliminação para a Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo não foi digerida pelo Egito. A federação do país denunciou formalmente à Fifa o árbitro francês François Letexier e seus assistentes, Cyril Mugnier e Mehdi Rahmouni, por decisões consideradas favoráveis à seleção sul-americana na derrota por 3 a 2, nesta terça-feira (7). O presidente da entidade, Hany Abo Rida, foi além: solicitou investigação e a exclusão do trio do restante do Mundial.
“A Federação Egípcia de Futebol está apresentando uma queixa oficial à Fifa contra o árbitro francês que apitou a partida entre Egito e Argentina”, confirmou o chefe de comunicação da federação, Mohamed Morad.
As reclamações se concentram em dois lances cruciais. Com o placar em 1 a 0 para o Egito, Mostafa Zico chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado pelo VAR por falta no início da jogada. E no gol da virada argentina, marcado por Enzo Fernández nos acréscimos, os egípcios pediram falta em Fathy, desarmado na origem do lance.
O clima de revolta tomou conta do elenco após o apito final. Zico, autor do segundo gol egípcio, afirmou que o campeonato estava “direcionado” e que o juiz “não foi justo”. O técnico Hossam Hassan seguiu a mesma linha, questionando o favorecimento aos argentinos nos momentos decisivos da partida.
Histórico do árbitro
Aos 37 anos, François Letexier é considerado um dos melhores árbitros da França e acumula finais de peso no currículo: comandou as decisões da Liga Europa de 2021, da Supercopa da Europa de 2023 e da Eurocopa de 2024. Nesta Copa, já havia apitado o empate sem gols entre Cabo Verde e Arábia Saudita e a vitória da Costa do Marfim sobre o Equador, ambos na fase de grupos.
Seu nome ganhou repercussão em fevereiro deste ano, quando acionou o protocolo antirracismo após acusação de Vinicius Jr. contra Prestianni, do Benfica, mas não puniu o argentino em campo e ainda aplicou cartão amarelo ao brasileiro. Posteriormente, a Uefa suspendeu Prestianni por seis partidas.
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