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Kobel salva a Suíça nos pênaltis, elimina a Colômbia e encerra jejum de 72 anos na Copa

Goleiro defendeu cobrança decisiva após empate sem gols em 120 minutos e levou os suíços às quartas pela primeira vez desde 1954; próximo desafio será Messi e a Argentina

Foto: Divulgação/Fifa

A Suíça eliminou a Colômbia nos pênaltis por 4 a 3 nesta terça-feira (7), no BC Place, em Vancouver, após empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Kobel defendeu a cobrança decisiva de Cucho Hernández e colocou a seleção suíça nas […]

A Suíça eliminou a Colômbia nos pênaltis por 4 a 3 nesta terça-feira (7), no BC Place, em Vancouver, após empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Kobel defendeu a cobrança decisiva de Cucho Hernández e colocou a seleção suíça nas quartas de final pela primeira vez em 72 anos.

O prêmio pela quebra do tabu será um dos maiores desafios possíveis nesta Copa. No sábado (11), a Suíça enfrentará a Argentina de Lionel Messi por uma vaga na semifinal.

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Resumo do jogo e análise tática

Suíça e Colômbia fizeram uma partida marcada pelo equilíbrio e pelo cuidado defensivo. Os colombianos começaram melhor e obrigaram Kobel a trabalhar em finalização de Gustavo Puerta, enquanto os suíços cresceram depois da parada para hidratação e responderam com Remo Freuler.

A dificuldade no último terço acompanhou as duas equipes durante o tempo normal. A Colômbia teve mais espaços depois das entradas de Quintero e Campaz, mas não conseguiu transformar o crescimento em gol. Na prorrogação, Jhon Lucumí acertou o travessão e Campaz desperdiçou uma oportunidade diante de Kobel aos 116 minutos.

Sem gols após 120 minutos, a decisão foi para os pênaltis. Davinson Sánchez acertou o travessão, Manuel Akanji também desperdiçou para a Suíça e o equilíbrio permaneceu até a cobrança de Cucho Hernández. Kobel caiu no canto esquerdo, fez a defesa e confirmou a vitória suíça por 4 a 3.

Herói

Gregor Kobel foi decisivo antes e durante a disputa por pênaltis. O goleiro já havia feito três defesas ao longo da partida e sustentou o 0 a 0 nos momentos de maior pressão colombiana. Aos 21 minutos, evitou o gol de Gustavo Puerta em uma das melhores chances do tempo normal.

Foto: Divulgação/Fifa

Nos pênaltis, apareceu quando a Suíça mais precisava. Após os erros de Davinson Sánchez e Manuel Akanji manterem a disputa aberta, Kobel defendeu a cobrança de Cucho Hernández e fechou a classificação. A última imagem do jogo foi a de um goleiro cercado pelos companheiros depois de colocar fim a uma espera que atravessou gerações do futebol suíço.

Vale a pena ficar de olho

A classificação tem peso histórico. A última vez que a Suíça havia disputado as quartas de final de uma Copa do Mundo foi em 1954, quando recebeu o torneio e perdeu por 7 a 5 para a Áustria no jogo com mais gols da história do Mundial masculino. Desde então, a seleção acumulou eliminações sem conseguir voltar às oito melhores.

O feito ganha ainda mais valor porque a Suíça enfrentou a Colômbia sem Johan Manzambi, uma das revelações desta Copa. O jovem de 20 anos, responsável por três gols e duas assistências no torneio, ficou fora por uma lesão no joelho.

Contra a Argentina, porém, a margem de erro será mínima. A organização que segurou a Colômbia por 120 minutos será colocada à prova diante de Messi e de uma seleção que acaba de marcar três gols nos minutos finais para virar sobre o Egito.

Vilão

A falta de eficiência eliminou a Colômbia. A equipe conseguiu levar perigo, principalmente na prorrogação, mas desperdiçou as oportunidades que poderiam ter evitado a disputa por pênaltis.

Lucumí acertou o travessão aos 99 minutos. Já aos 116, Campaz recebeu uma bola desviada e ficou diante de Kobel, mas finalizou por cima do gol. Foram duas chances claras em um momento no qual a Suíça já demonstrava desgaste físico.

Nos pênaltis, a história se repetiu. Davinson Sánchez bateu com força no travessão e Cucho Hernández parou em Kobel. Para uma Colômbia que havia sofrido apenas um gol antes das oitavas e construído sua campanha sobre eficiência e controle, foram justamente os erros na hora de definir que encerraram o Mundial.

Números que importam

  • 72 anos: a Suíça voltou às quartas de final da Copa pela primeira vez desde 1954.
  • 4 a 3: placar da disputa por pênaltis após empate sem gols em 120 minutos.
  • 3 defesas: Kobel não foi vazado durante o jogo e ainda defendeu a cobrança decisiva de Cucho Hernández nos pênaltis.
  • 2ª disputa por pênaltis: foi apenas a segunda decisão da Suíça nas penalidades em Copas; a primeira havia terminado em derrota para a Ucrânia, em 2006.

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