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Fim de ciclo: 12 técnicos da Copa já deixaram suas seleções

Renúncias, demissões e sucessões já movimentam os comandos das seleções de olho no ciclo até 2030

Imagem: Reprodução / Fifa.com

Conforme as seleções se despedem da Copa do Mundo, a dança das cadeiras também começa na beira do campo. Alguns treinadores pedem demissão, outros apenas passam o bastão a sucessores definidos antes mesmo do torneio, enquanto há aqueles que naturalmente acabam demitidos pelo mau desempenho na competição. Participe do Bolão das Seleções do Tela! Clique […]

Conforme as seleções se despedem da Copa do Mundo, a dança das cadeiras também começa na beira do campo. Alguns treinadores pedem demissão, outros apenas passam o bastão a sucessores definidos antes mesmo do torneio, enquanto há aqueles que naturalmente acabam demitidos pelo mau desempenho na competição.

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Até agora, 12 dos 48 técnicos que iniciaram o Mundial já encerraram suas passagens pelas respectivas seleções. Veja quem deixou o cargo e quais treinadores também devem se despedir após o fim da Copa:

Pediram demissão

Carlos Queiroz: deixou a seleção ganesa após a eliminação contra a Colômbia nas oitavas de final. Em menos de três meses de trabalho, colocou Gana de volta ao mata-mata da Copa desde 2010.

Hong Myung-bo: saiu do comando da Coreia do Sul após a eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo. O treinador virou alvo de uma enorme revolta no país, recebeu críticas até do presidente Lee Jae-myung e teve até o rosto marcado com um “X” em imagens que repercutiram na televisão sul-coreana após a queda.

Julian Nagelsmann: decidiu deixar o comando da Alemanha após a eliminação para o Paraguai na Copa do Mundo. A saída ocorreu depois de uma reunião de cerca de três horas com dirigentes da Federação Alemã, que teriam sugerido que o treinador entregasse o cargo para “sair de cabeça erguida”.

Jürgen Klopp surge como principal nome para assumir a seleção. O ex-técnico do Liverpool evitou falar sobre a possibilidade, mas, segundo a imprensa alemã, cogita aceitar um convite da DFB.

FIFA

Imagem: Reprodução / Fifa.com

Ronald Koeman: pediu demissão do comando da Holanda após a eliminação nos pênaltis para Marrocos. O treinador estava no cargo desde 2023, em sua segunda passagem pela seleção, e vinha pressionado pelas atuações pouco convincentes da equipe no Mundial.

Roberto Martinez: deixou a seleção portuguesa após a eliminação contra a Espanha nas oitavas de final. No cargo desde 2023, o espanhol conquistou uma Nations League. Jorge Jesus deve ser o sucessor no comando da equipe.

Marcelo Bielsa: deixou o comando do Uruguai após a eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo. O contrato do argentino terminou com a participação da seleção no torneio, e ele já havia sinalizado que não renovaria o vínculo. A campanha sem vitórias e os problemas com o elenco aumentaram o desgaste do treinador. Marcelo Gallardo aparece como favorito para assumir a Celeste.

Zlatko Dalic: o maior técnico da história da Croácia encerrou uma passagem de quase nove anos pela seleção. No cargo desde 2017, o treinador levou o país ao vice-campeonato mundial em 2018 e ao terceiro lugar em 2022. Dalic decidiu não renovar o contrato por considerar que seu ciclo havia chegado ao fim e que a Croácia precisava iniciar uma renovação. O apoio de jogadores e torcedores após a eliminação quase fez o técnico voltar atrás, mas ele manteve a decisão de deixar o cargo.

FIFA

Imagem: Reprodução / Fifa.com

Steve Clarke: deixou a seleção da Escócia após a eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo. No cargo havia sete anos, o treinador encerrou o ciclo depois que a vitória da Croácia sobre Gana confirmou a queda escocesa. A federação definiu Clarke como o técnico mais bem-sucedido da história recente da seleção.

Miroslav Koubek: pediu demissão do comando da seleção da República Tcheca após a eliminação precoce da equipe ainda na fase de grupos da Copa do Mundo. Segundo dirigentes, Koubek apresentou seu pedido de demissão, que foi aceito após reuniões realizadas ao longo do dia. O treinador havia garantido o retorno dos tchecos ao Mundial depois de duas décadas.

Saídas já previstas

Sebastian Beccacece: deixou o comando do Equador após a eliminação para o México. O contrato do treinador terminava ao fim do Mundial, e as partes decidiram não renovar o vínculo. No cargo desde agosto de 2024, Beccacece levou o Equador ao segundo lugar das Eliminatórias e engatou uma sequência de 19 jogos de invencibilidade até a derrota na estreia contra a Costa do Marfim.

Javier Aguirre: deixou o comando da seleção mexicana após a eliminação nas oitavas contra a Inglaterra. A saída aconteceu porque o seu contrato já previa a conclusão do vínculo ao final do torneio, abrindo caminho para que o auxiliar e ex-jogador Rafa Márquez assumisse a equipe.

Didier Deschamps: mesmo ainda vivo na competição, o treinador da França irá se despedir após o fim do Mundial. Duas vezes finalista e uma vez campeão, Deschamps deve abrir espaço para Zinedine Zidane no próximo ciclo.

Hervé Renard: deixou o comando da Tunísia após o fim da participação da seleção na Copa do Mundo. Contratado durante o torneio para substituir Sabri Lamouchi, o francês tinha vínculo apenas até o encerramento do Mundial. Renard comandou a equipe em duas partidas, com derrotas para Japão e Holanda. 

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