O italiano Pierluigi Collina, chefe do Comitê de Arbitragem da Fifa, saiu publicamente em defesa do árbitro francês François Letexier, alvo de denúncia formal da federação egípcia após a eliminação do Egito para a Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo. Em entrevista distribuída pela entidade, Collina não apenas respaldou as decisões do […]
O italiano Pierluigi Collina, chefe do Comitê de Arbitragem da Fifa, saiu publicamente em defesa do árbitro francês François Letexier, alvo de denúncia formal da federação egípcia após a eliminação do Egito para a Argentina nas oitavas de final da Copa do Mundo. Em entrevista distribuída pela entidade, Collina não apenas respaldou as decisões do juiz como rechaçou qualquer sugestão de interferência política na arbitragem do Mundial.
“Ninguém pode afirmar que a arbitragem da Fifa pode ser influenciada por qualquer pessoa, nem mesmo pelo presidente Gianni Infantino. Os árbitros tomam decisões honestas e, assim como jogadores e técnicos, sempre dão o melhor de si”, declarou.
Sobre os lances que revoltaram os egípcios, Collina foi ponto a ponto e concordou com todas as marcações. No gol anulado do Egito, ele foi categórico: “Attia claramente pisa no pé do argentino de número 6, Lisandro Martínez. Se uma falta for identificada na construção da jogada e for considerada como tendo impacto no gol, o VAR recomendará uma revisão em campo. Não há limite definido em relação à distância do gol ou ao tempo decorrido”.
Já na dividida entre Salah e Julián Álvarez, que antecedeu o gol da virada argentina, o dirigente explicou a diferença de interpretação: “Pisar no pé de um adversário é falta, enquanto um defensor que toca a bola primeiro e depois faz um contato normal de jogo não cometeu infração. O árbitro e o VAR consideraram que houve contato normal de jogo. É claro que sempre haverá um elemento de subjetividade, mas estamos satisfeitos com a forma como esse princípio foi aplicado ao longo do torneio”.
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Collina também aproveitou para rebater os ataques à integridade dos árbitros, na semana em que o presidente americano Donald Trump chamou o brasileiro Raphael Claus de “suspeito” pela expulsão de Folarin Balogun. “Quando isso acontece, pode provocar reações que resultam em ameaças contra eles e suas famílias. Isso não é aceitável”, afirmou.
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