Uma semana depois de Haaland marcar duas vezes e mandar a Seleção Brasileira para casa, a CBF tentou falar com o torcedor. Em vídeo de pouco mais de um minuto publicado neste domingo (12) nas redes sociais, a entidade tratou a eliminação para a Noruega como “um filme que não queríamos escrever” e encerrou em […]
Uma semana depois de Haaland marcar duas vezes e mandar a Seleção Brasileira para casa, a CBF tentou falar com o torcedor. Em vídeo de pouco mais de um minuto publicado neste domingo (12) nas redes sociais, a entidade tratou a eliminação para a Noruega como “um filme que não queríamos escrever” e encerrou em tom de esperança: “Pode acreditar. Que venha o novo ciclo”. A resposta veio em forma de chuva de críticas nos comentários.
A publicação no Instagram já ultrapassa 4 milhões de visualizações e acumula mais de 24 mil comentários, a maioria esmagadora no mesmo tom de ceticismo. “Quando vocês vão parar de pensar no resultado e pensar no que leva ao resultado?”, questionou um torcedor. Outro foi direto à memória: “Há 24 anos ouvindo esse mesmo discurso”, referência ao jejum que começou após o penta de 2002 e que chegará a 28 anos em 2030.
O descompasso entre o discurso institucional e o sentimento da torcida dominou as respostas. “Menos marketing e mais pé no chão”, cobrou um usuário. “Bora parar de fazer vídeo e começar a jogar bola”, resumiu outro comentário, sintetizando a irritação com uma peça publicitária que promete “mais estabilidade, mais planejamento e mais trabalho duro”, promessas que, para o torcedor, já foram feitas após 2022 sem resultado prático.
O vídeo, com narração que se dirige diretamente ao torcedor (“A gente sabe o que vocês estão sentindo”), trata o 5 de julho de 2026, data da eliminação nas oitavas, como o início da “próxima jornada” rumo ao hexa, evocando que “desistir nunca foi coisa de brasileiro”. O problema, a julgar pelos comentários, é que o brasileiro parece ter desistido de acreditar em promessas. A sexta eliminação seguida para europeus em mata-mata, e a pior campanha desde 1990, pesa mais que qualquer roteiro inspiracional.
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