A Espanha está de volta à final da Copa do Mundo. Nesta terça-feira (14), no Dallas Stadium, em Arlington, a seleção espanhola venceu a França por 2 a 0, pela semifinal da Copa do Mundo de 2026, e encerrou a tentativa francesa de chegar à terceira decisão consecutiva do torneio. Mikel Oyarzabal abriu o placar […]
A Espanha está de volta à final da Copa do Mundo. Nesta terça-feira (14), no Dallas Stadium, em Arlington, a seleção espanhola venceu a França por 2 a 0, pela semifinal da Copa do Mundo de 2026, e encerrou a tentativa francesa de chegar à terceira decisão consecutiva do torneio.
Mikel Oyarzabal abriu o placar de pênalti, aos 22 minutos, depois de Lamine Yamal sofrer falta de Lucas Digne dentro da área. No segundo tempo, Pedro Porro completou a vitória aos 58, após boa troca de passes com Dani Olmo.
Com o resultado, a Espanha disputará a final no domingo (19), contra Argentina ou Inglaterra. A França, campeã em 2018 e vice em 2022, fica fora da decisão e disputará o terceiro lugar.
Resumo do jogo e análise tática
A Espanha começou a partida com mais controle e encontrou o primeiro gol em uma jogada de esperteza de Lamine Yamal. O atacante pressionou Lucas Digne dentro da área, sofreu o contato e viu Oyarzabal converter a cobrança.

Foto: Divulgação/Fifa
Depois do gol, a França teve dificuldade para acelerar o jogo. Mbappé tentou buscar ações individuais, mas a seleção francesa esbarrou na marcação espanhola e perdeu fluidez no meio-campo. A saída de William Saliba, ainda no primeiro tempo, também afetou a organização defensiva.
No segundo tempo, a Espanha ampliou aos 58 minutos. Dani Olmo conduziu pelo centro, a jogada girou de um lado ao outro e Pedro Porro apareceu na área para tabelar com Olmo e finalizar no canto.
Herói
Lamine Yamal foi o personagem que abriu o caminho da classificação. Um dia depois de completar 19 anos, o atacante forçou o erro de Lucas Digne, ganhou o pênalti e mudou o roteiro de uma semifinal que começou travada. A jogada obrigou a França a correr atrás do placar pela primeira vez no torneio e deu à Espanha o cenário ideal para controlar o ritmo.
Foto: Divulgação/Fifa
Pedro Porro também merece destaque. O lateral apareceu como elemento surpresa no segundo tempo e marcou o gol que praticamente decidiu a vaga. A jogada teve troca de passes, paciência e infiltração, exatamente o tipo de construção que resume a força coletiva da Espanha nesta Copa.
Vale a pena ficar de olho
A Espanha volta a uma final de Copa do Mundo 16 anos depois do título de 2010. A campanha também confirma uma geração que já havia mostrado força em confrontos recentes contra a França. Antes desta semifinal, os espanhóis tinham vencido os dois mata-matas mais recentes contra os franceses e acumulavam nove classificações nas últimas dez semifinais disputadas desde 2008.
A final terá peso histórico qualquer que seja o adversário. Se enfrentar a Argentina, a Espanha terá pela frente Messi e a atual campeã do mundo. Se enfrentar a Inglaterra, o duelo será contra uma seleção embalada por Jude Bellingham e Harry Kane. O que já está definido é que a Espanha chega à decisão com uma defesa forte, um meio-campo dominante e um ataque capaz de decidir sem depender de um único nome.
Vilão
Lucas Digne virou o rosto mais visível do problema francês. O lateral errou o tempo da jogada, tentou afastar a bola sem perceber a chegada de Lamine Yamal e cometeu o pênalti que abriu o placar. Em uma semifinal equilibrada, esse tipo de lance muda tudo.
Mas a eliminação não se resume a Digne. A França foi pouco criativa, teve dificuldade para conectar Mbappé ao jogo e pareceu desconfortável quando precisou propor contra uma Espanha organizada. Depois do segundo gol, a equipe de Didier Deschamps até tentou aumentar a pressão, mas já não tinha controle emocional nem clareza para desmontar o bloco espanhol.
Números que importam
- 1ª vez: a França saiu atrás no placar pela primeira vez nesta Copa.
- 16 anos: a Espanha volta à final de uma Copa pela primeira vez desde o título de 2010.
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