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Quatro campeãs, quatro roteiros históricos: o que está em jogo nas semifinais da Copa

Argentina, França, Inglaterra e Espanha chegam à reta final com narrativas que podem mudar o peso histórico de Messi, Mbappé, Kane e Lamine Yamal

Foto: Divulgação/Fifa

A Copa do Mundo de 2026 chega às semifinais com quatro seleções campeãs do mundo e quatro roteiros de enorme peso histórico. França x Espanha abrem a disputa por vaga na final nesta terça-feira (14), em Dallas. Na quarta-feira (15), Inglaterra e Argentina se enfrentam em Atlanta. Os vencedores decidem o título no domingo (19), […]

A Copa do Mundo de 2026 chega às semifinais com quatro seleções campeãs do mundo e quatro roteiros de enorme peso histórico. França x Espanha abrem a disputa por vaga na final nesta terça-feira (14), em Dallas.

Na quarta-feira (15), Inglaterra e Argentina se enfrentam em Atlanta. Os vencedores decidem o título no domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

O detalhe torna a reta final ainda mais simbólica: é a primeira vez desde 1990 que todos os semifinalistas são campeões mundiais. Mas, para além da taça, cada seleção carrega uma narrativa própria.

Argentina: o tetra e o último capítulo de Messi

Para a Argentina, o título teria peso de dinastia. Atual campeã mundial, a seleção chegaria ao quarto título e entraria no grupo das tetracampeãs, ao lado de Alemanha e Itália, atrás apenas do Brasil, maior vencedor da história das Copas. Hoje, a Albiceleste tem três conquistas: 1978, 1986 e 2022.

O roteiro também seria gigantesco para Lionel Messi. Aos 39 anos, ele chega à semifinal ainda decisivo e no centro da campanha argentina.

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Foto: Divulgação/Fifa

Um novo título colocaria Messi em uma discussão ainda mais forte sobre a melhor carreira da história do futebol. Ele já venceu a Copa de 2022, conquistou títulos continentais com a Argentina, empilhou prêmios individuais e ainda poderia brigar por mais uma Bola de Ouro da Copa, prêmio dado ao melhor jogador do Mundial. Messi já recebeu essa honraria em 2014 e 2022.

A Argentina, portanto, joga por mais do que o bicampeonato consecutivo. Joga pela chance de transformar a geração de Messi em uma das mais vencedoras da história das seleções.

França: o tri, a terceira final seguida e o “senhor das Copas”

A França joga para confirmar uma das eras mais fortes da história recente do futebol de seleções. Campeã em 1998 e 2018, a equipe busca o tricampeonato mundial e tenta chegar à terceira final consecutiva de Copa, algo que colocaria o ciclo francês em uma prateleira raríssima.

No centro dessa narrativa está Kylian Mbappé. Campeão em 2018, vice em 2022 e novamente protagonista em 2026, o atacante pode conquistar a segunda Copa do Mundo da carreira antes dos 30 anos. Além disso, já aparece no topo da corrida histórica de gols em Mundiais: Messi com 21 gols e Mbappé com 20 após as quartas, antes de a disputa entrar na reta final.

FIFA

Foto: Divulgação/Fifa

O título francês também abriria um horizonte ainda maior para 2030. Se vencer agora, Mbappé chegaria à próxima Copa com duas taças e a possibilidade de igualar Pelé, o único jogador da história a conquistar três Mundiais como atleta, em 1958, 1962 e 1970.

É por isso que a Copa de 2026 pode ser o torneio que transforma Mbappé no “senhor das Copas”. Não apenas pela quantidade de gols, mas pelo conjunto: títulos, finais, protagonismo e presença decisiva em mata-matas.

Inglaterra: o fim de 60 anos de espera e a consagração de Kane

A Inglaterra tenta encerrar a fila mais simbólica entre as quatro semifinalistas. A seleção venceu sua única Copa em 1966, em casa, e desde então convive com a cobrança de transformar tradição, Premier League e gerações talentosas em um novo título mundial.

Se levantar a taça em 2026, o título viria exatamente 60 anos depois da conquista de Wembley. Seria o bicampeonato depois de seis décadas de espera e, ao mesmo tempo, a confirmação de uma geração que passou anos batendo na porta em grandes torneios.

Kane tenta de falta

Foto: Divulgação/Fifa

Um título mundial provavelmente colocaria Kane como favorito absoluto à Bola de Ouro da France Football. O prêmio ainda depende de votação, mas a combinação entre temporada individual histórica, título de Copa e liderança da Inglaterra deixaria o atacante em uma posição quase incontornável na disputa.

Espanha: o bi e o início da era Lamine Yamal

A Espanha tem uma narrativa diferente. Não joga para encerrar uma fila tão longa quanto a inglesa, nem para ampliar uma dinastia como Argentina e França. Joga para confirmar que uma nova era já começou. Campeã mundial em 2010 e atual campeã europeia, La Roja tenta conquistar a segunda Copa de sua história.

O grande símbolo desse roteiro é Lamine Yamal. O atacante completou 19 anos às vésperas da semifinal contra a França e já carrega um peso raro para a idade. Ele ajudou a Espanha a vencer a Euro 2024 em seu primeiro torneio pela seleção principal.

Você sabia?

Foto: Divulgação/Fifa

Se a Espanha for campeã, Yamal terá, aos 19 anos, uma dobradinha Eurocopa-Copa do Mundo pela seleção. O feito não apenas aceleraria sua entrada no grupo dos grandes nomes do futebol mundial, mas também poderia marcar oficialmente o início de sua era.

Entre as quatro, a Espanha talvez tenha a narrativa mais voltada ao futuro. Seria a primeira grande assinatura de Lamine Yamal em uma Copa do Mundo.

A taça será a mesma. O significado, para cada uma, será completamente diferente.

 

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