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Controle espanhol x eficiência argentina: que estilo prevalecerá na decisão?

Espanha e Argentina chegaram à final da Copa do Mundo com filosofias diferentes e bem-sucedidas

Foto: Divulgação/Fifa

A decisão da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, neste domingo (19), no MetLife Stadium, é também um confronto de filosofias. De um lado, a Fúria do controle absoluto, da coletividade e do volume ofensivo; do outro, a campeã mundial que faz muito com menos, que transforma cada chance em perigo ao gol do […]

A decisão da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, neste domingo (19), no MetLife Stadium, é também um confronto de filosofias. De um lado, a Fúria do controle absoluto, da coletividade e do volume ofensivo; do outro, a campeã mundial que faz muito com menos, que transforma cada chance em perigo ao gol do adversário e tem Messi como protagonista.

Veja também: Em reencontro de gerações, Espanha e Argentina decidem título da Copa do Mundo

Os números do torneio desenham o contraste. A Espanha chegou à final na liderança em finalizações, com 120, contra 113 da Argentina. Mas quando o assunto é aproveitamento, a lógica se inverte: os argentinos converteram 17% dos seus chutes em gols, contra apenas 11% dos espanhóis. Na posse de bola, La Roja domina com 58%, embora a albiceleste não fique muito longe, com 55%. Na pressão sem bola, a Espanha também lidera em recuperações forçadas (343 a 297) e retoma a posse mais rápido: 80,66 segundos em média, contra 106,41 dos argentinos.

A diferença mais profunda, porém, está na distribuição do protagonismo. A Espanha é um organismo coletivo e tem os três jogadores com mais passes tentados na Copa: Rodri (694, com 648 completados), Laporte (568) e Cubarsí (566, com 97% de acerto). As trocas de passes levam às conclusões de Oyarzabal, artilheiro da equipe com cinco gols.

Do lado argentino, o mapa aponta para um único centro gravitacional: Lionel Messi. Aos 39 anos e em sua sexta Copa, o camisa 10 soma oito gols e quatro assistências. Ele é o vice-artilheiro do torneio atrás de Mbappé, que terminou com dez. O francês também ultrapassou o argentino no ranking histórico de Mundiais, com 22 gols contra 21, e deu mais um motivo para Messi buscar uma resposta à altura na final.

O duelo opõe também o terceiro melhor ataque da competição e a defesa menos vazada. Os argentinos, que já balançaram as redes 19 vezes, tentarão furar o sistema defensivo espanhol, que sofreu apenas um gol na Copa do Mundo até agora.

O veredito sobre qual estilo será coroado sai a partir das 16h em Nova Jersey.

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