Oito pessoas foram atacadas no Virunga National Park, na República Democrática do Congo, na segunda-feira. Cinco rangers e um motorista foram mortos em uma emboscada, segundo autoridades do parque. Um sexto ranger ficou ferido, mas sobreviveu ao ataque. O episódio é o mais grave já registrado no parque.
O Virunga, criado em 1925 e reconhecido pela UNESCO, é o parque nacional mais antigo da África e abriga os gorilas-da-montanha, espécie criticamente ameaçada. O local tem sido alvo de conflitos na região leste do país, com milícias, rebeldes e caçadores ilegais atuando no interior da área.
A emboscada ocorreu no setor central do parque, que tem área de cerca de 7.800 quilômetros quadrados. As autoridades vinculam o ataque ao Mai-Mai, uma designação para grupos armados ativos nas províncias de Kivu do Norte e do Sul, próximas à fronteira com Ruanda.
Detalhes do ataque
Entre os mortos estão os rangers Jean de Dieu Byamungu, 25 anos; Barthelemie Kakule Mulewa, 28; Théodore Kasereka Prince, 25; Liévin Mumbere Kasumba, 28; e Kananwa Sibomana, 22. O motorista do parque, Ila Muranda, tem 30 anos. A identidade dos responsáveis ainda não foi comprovada pela polícia, mas o parque apontou o Mai-Mai como suspeito.
Emmanuel de Merode, chefe da direção do parque, afirmou estar profundamente solidário às famílias das vítimas. Ele destacou a coragem dos agentes e disse que Virunga continua comprometido com a proteção do patrimônio comum e das comunidades locais.
A agressão ocorreu pouco mais de uma semana após a morte de outro guarda do parque, Faustin Biriko Nzabakurikiza, em 1º de abril. Nzabakurikiza deixa esposa grávida e filho de 10 meses.
O Virunga mantém desde 2007 o Fallen Rangers Fund para apoiar as famílias dos profissionais mortos em serviço. Em meio à violência, o parque segue operando com vigilância reforçada e cooperação com comunidades locais e organizações de conservação.
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