O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo americano não se envolveu diretamente na viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos EUA.
Candidato derrotado à presidência, Flávio chegou à Flórida na quarta-feira (28). Rubio deu a declaração em entrevista coletiva durante a reunião de chanceleres do G20, em Atlanta. Na ocasião, Rubio também se encontrou com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira.
“Fomos informados da chegada dele aos Estados Unidos. Ele já tinha visto, e o presidente decidiu autorizar a entrada dele no território”, disse Rubio.
Segundo o secretário, porém, “o governo americano não esteve diretamente envolvido nas providências tomadas” pelo senador. Além disso, Rubio lembrou que o presidente Donald Trump já tinha dito que autorizaria a entrada de Flávio caso ele chegasse aos EUA.
Enquanto isso, um grupo de parlamentares democratas pediu ao governo Trump explicações sobre a entrada de Flávio no país. Em uma carta que divulgaram à imprensa, eles querem saber se o Departamento de Estado, a embaixada dos EUA no Brasil ou qualquer outro órgão do governo americano ajudou o senador a viajar ou a entrar nos Estados Unidos.
A viagem de Flávio
Segundo a AFP, Flávio chegou à Flórida em um jato particular. Antes, a viagem passou pela Argentina e pelo Equador. Antes de deixar o país, o senador tinha recebido uma determinação da Justiça brasileira sobre os passaportes, no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro.
No segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou Flávio Bolsonaro (PL). Até agora, no entanto, o senador não reconheceu a derrota e afirmou, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição. As alegações foram desmentidas pela Justiça Eleitoral e não receberam apoio de aliados do próprio partido. Flávio também anunciou que pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos.
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(Com informações da AFP e da Reuters)
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