Doze integrantes da rangeria de Virunga e cinco outras pessoas foram mortos na sexta-feira no Virunga National Park, na região leste da República Democrática do Congo. O ataque ocorreu quando os agentes retornavam à sede, perto de Bukima, após uma patrulha.
Conforme o Instituto Congolês de Conservação da Natureza (ICCN), o grupo foi atacado por milícias armadas que contavam com cerca de 60 combatentes. Além dos rangers, morreram um motorista e quatro civis; dois ficaram feridos, entre eles três rangers gravemente.
O ataque marca mais um episódio violento envolvendo o parque, que abriga gorilas-da-montanha e chimpanzés. Mais de 150 guardas já foram mortos desde 2006, em confrontos com milícias ligadas ao tráfico e à exploração de madeira e carvão.
Contexto histórico e atuação das milícias
Milícias como FDLR-FOCA estariam ligadas a redes de compra de carvão ilegal e exploração de madeira na região. Relatos indicam que parte do território de Virunga é controlada por essas facções, dificultando a patrulha e a proteção das espécies.
Em Virunga, guardas recebem apoio para reforçar a segurança desde 2007, após uma série de ataques. O parque também tem sido alvo de ataques a veículos de turistas, o que levou ao fechamento temporário em 2018 e reabertura em 2019.
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