O acidente envolvendo a aeronave da Jeju Air deixou 181 pessoas mortas, sendo a maioria sul-coreanos que retornavam de férias. O Boeing 737-800 caiu ao tentar pousar no Aeroporto de Muan, na Coreia do Sul, na manhã de domingo, após um possível estouro de pássaros. A tentativa de pouso ocorreu após o piloto informar à torre que abortaria a aproximação e giraria para uma nova tentativa.
O piloto informou o problema às operações de tráfego aéreo por volta das 8h59. Em vez de completar o giro, a aeronave aproximou-se da pista em alta velocidade, sem que o trem de pouso parecesse operar e sem que asflaps fossem ativadas. O avião colidiu com a pista, saiu da superfície e atingiu uma estrutura de concreto.
Partes da aeronave ficaram destruídas, com o fogo se espalhando após o choque. O jet, um 737-800, seguiu pelo extremo da pista antes de colidir com uma construção próxima. Vídeos de testemunhas mostram o trajeto da aeronave até o estouro de fogo.
A aeronave havia decolado de Bangkok com seis tripulantes e 175 passageiros a bordo, a maioria retornando da Tailândia. As informações oficiais indicam que o voo partia com destino a Busan, no sul da Coreia do Sul, antes do acidente.
Causas e evidências iniciais
As autoridades registraram a busca pelo bloco de dados do gravador de voo, conhecido como “black box”. O equipamento está danificado e a recuperação pode levar tempo, mas pode esclarecer os minutos entre o relato do piloto sobre o pássaro e a colisão.
A investigação busca esclarecer se houve falha de motores, falta de acionamento de flaps ou outros fatores técnicos que contribuíram para o evento de quatro minutos iniciais. O relatório preliminar deverá indicar as próximas etapas.
O incidente é o mais grave em termos de vítimas a nível global desde 2018, quando o Lion Air Flight 610 caiu, na Indonésia, matando 189 pessoas. A Organização das Nações Unidas para a aviação civil tem monitorado o andamento das apurações.
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