Estudantes e partidos de oposição convocaram um novo protesto contra o governo da Albânia para este sábado (24), em Tirana, depois de dias de confrontos na capital. Os manifestantes protestam contra as condições de vida e a corrupção e pedem a renúncia do primeiro-ministro, Edi Rama.
Desde a semana passada, manifestantes entraram em confronto com a polícia e atacaram prédios do governo. Mais de 300 pessoas ficaram feridas, entre elas muitos policiais, e dezenas de manifestantes foram detidos. Nos últimos dias, a situação se acalmou, com apenas incidentes isolados.
O primeiro ato, organizado pela oposição, está marcado para o meio-dia (7h no horário de Brasília), no centro de Tirana. Em seguida, os estudantes vão se reunir em frente ao Ministério da Educação, que se tornou um dos principais pontos dos protestos. Professores universitários e artistas também anunciaram apoio.
“Há muita raiva”, disse à AFP a ativista Sidorela Vatnikaj. “Não se trata apenas de estudantes, não se trata apenas de lutas ambientais… Trata-se do estado dos direitos e do estado da lei.”
Antes do protesto, o governo fechou alguns prédios públicos com chapas de metal. Em algumas ruas, as autoridades retiraram os paralelepípedos que os manifestantes usavam como projéteis.
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Origem dos protestos
Os protestos começaram em maio, contra um projeto de construção de um resort em uma ilha do mar Adriático ligado à família do presidente dos EUA, Donald Trump. Depois, a mobilização se ampliou para uma campanha contra a corrupção. A Albânia ocupa a 91ª posição no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional.
Rama, do Partido Socialista, culpa “atores estrangeiros” pela violência e acusa a Rússia e o Irã de espalhar desinformação na internet. O primeiro-ministro também pediu “diálogo”.
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(Com informações da AFP)
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