Malcolm X foi assassinado em 21 de fevereiro de 1965, aos 39 anos, em Nova York. O ato ocorreu durante um discurso no Audubon Ballroom, no bairro de Washington Heights, em Harlem. A organização Afro-Americana Unida (Organization of Afro-American Unity) seria o foco de sua fala. O assassinato provocou uma onda de comoção e questionamentos sobre o futuro do movimento negro nos EUA.
Militante de visão áspera, Malcolm X havia rompido com a Nation of Islam um ano antes, após enfrentar desentendimentos internos. Três homens ligados à Nation of Islam foram condenados pelo crime; um deles foi preso durante a tentativa de fuga e confessou o assassinato. A cidade de Nova York manteve forte esquema de segurança e busca por possíveis autores.
A repercussão internacional foi intensa. Repórteres presentes, como Michael Charlton da BBC, destacaram o tom contundente de Malcolm X e o impacto de sua mensagem, que misturava defesa dos direitos civis com críticas contundentes ao sistema racial. A morte gerou debates sobre violência política e segurança de líderes negros.
Ao longo dos anos, surgiram controvérsias sobre o processo. Em 2021, o tribunal estadual de Nova York confirmou erros na condenação, com a anulação dos veredictos e a posterior exonerção de dois réus após investigação que apontou ocultação de evidências por parte de promotores. A decisão reacendeu o debate sobre justiça criminal.
Malcolm X nasceu como Malcolm Little, em 1925, em Omaha, Nebraska. Filho de um pastor batista, teve a infância marcada pela violência racial. Passou por prisões e, após a prisão, converteu-se ao Nation of Islam, que defendia separação de raças como caminho para a igualdade.
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