Os Estados Unidos e a Venezuela emitiram alertas de viagem nesta terça-feira, 27, desaconselhando seus cidadãos a visitarem o país oposto. O Departamento de Estado dos EUA destacou o risco de detenção indevida na Venezuela, enquanto Caracas denunciou abusos sistemáticos de direitos humanos contra seus cidadãos nos EUA.
O alerta dos EUA foi classificado como nível 4, o mais alto, recomendando que os cidadãos americanos não viajem à Venezuela “por nenhum motivo”. O governo americano afirmou que os cidadãos enfrentam um risco significativo de serem detidos injustamente, com relatos de tortura e sequestros em prisões venezuelanas. A falta de uma embaixada ou consulado dos EUA no país desde 2019 agrava a situação, pois limita a assistência consular.
Por outro lado, a Venezuela emitiu um alerta para seus cidadãos nos EUA, pedindo que deixem o país. O ministro das Relações Exteriores, Yvan Gil, afirmou que os venezuelanos enfrentam um padrão sistemático de abusos, incluindo detenções arbitrárias e separação de famílias. O governo venezuelano criticou a deportação de migrantes para campos de concentração em terceiros países.
Recentemente, a situação se intensificou após a reeleição contestada de Nicolás Maduro em 2024, com a oposição alegando que Edmundo González Urrutia venceu as eleições. O governo dos EUA, por sua vez, destacou que mais americanos estão detidos na Venezuela do que em qualquer outro país, aumentando as tensões entre as duas nações.
Entre na conversa da comunidade