O Ministério das Relações Exteriores de Cuba advertiu verbalmente o diplomata americano Mike Hammer, acusando-o de comportamento “intervencionista e desrespeitoso”. A advertência surge após Hammer se reunir com opositores políticos na ilha, prática que o governo cubano considera uma incitação a atos criminosos e uma violação da ordem constitucional.
Desde que assumiu o cargo há seis meses, Hammer tem promovido encontros com dissidentes, como Daniel Ferrer, em Santiago de Cuba. O governo cubano afirma que essas ações vão contra a Convenção de Viena, que regula as relações diplomáticas. “A imunidade da qual desfruta não pode ser utilizada para atos que violem a soberania de Cuba,” declarou Havana.
Os Estados Unidos, por sua vez, defendem as ações de Hammer. Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que o diplomata representa a política externa de “America First” do presidente Donald Trump e que continuará a se reunir com “patriotas cubanos” que lutam pela liberdade. O governo Trump também está preparando novas sanções contra Havana.
A tensão entre os dois países aumenta em um momento crítico para Cuba, que enfrenta uma grave crise econômica, com escassez de medicamentos e combustível. O regime cubano atribui a situação ao embargo americano, que já dura mais de sessenta anos e limita severamente transações financeiras e comércio.
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