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Colômbia confirma presença de militares entre detidos em operação no México

Colômbia investiga detidos no México, incluindo militares ativos, e propõe lei para proibir mercenários em conflitos internacionais.

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que há militares ativos entre os 17 colombianos detidos no México, após uma operação que resultou na morte de seis policiais. A prisão ocorreu no estado de Michoacán, onde as autoridades mexicanas associam os detidos ao cartel Los Reyes, que disputa território com o cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG).

Petro afirmou que a maioria dos detidos são ex-militares e criticou a exportação de mercenários colombianos para o crime organizado. Ele propôs uma nova lei para proibir a participação de militares colombianos em conflitos armados fora do país. A Colômbia enfrenta um conflito interno há mais de cinquenta anos, que deixou cerca de 10 milhões de vítimas.

Nos últimos anos, mercenários colombianos têm sido reportados em conflitos internacionais, como na Ucrânia, Sudão, Afeganistão, Iémen e Iraque. Em 2023, colombianos estiveram envolvidos no assassinato do candidato presidencial equatoriano Fernando Villavicencio e, em 2021, no assassinato do presidente haitiano Jovenel Moïse.

O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia expressou condolências às famílias dos policiais mexicanos mortos e pediu o fortalecimento da cooperação judicial entre os dois países para combater o crime organizado que se expande entre a Colômbia e o México.

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