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Ex-ministro israelense denuncia apoio a grupos do Estado Islâmico em Gaza

Ex-ministro israelense denuncia que governo Netanyahu armou grupos ligados ao Estado Islâmico em Gaza para combater o Hamas, gerando polêmica.

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Avigdor Lieberman, ex-ministro da Defesa de Israel, acusou o governo de Benjamin Netanyahu de armar grupos ligados ao Estado Islâmico em Gaza para combater a milícia Hamas. As declarações foram feitas durante uma entrevista na rádio pública israelense, onde Lieberman afirmou que o governo está entregando armas a “famílias criminosas” na região.

A acusação surge em um contexto de crescente violência após a invasão do Hamas em outubro de 2023, que resultou em mais de 1.200 mortos e 250 sequestrados. A ofensiva israelense em Gaza foi justificada pelo governo como uma resposta a esses ataques. A Oficina do Primeiro-Ministro não negou as afirmações de Lieberman, afirmando que Israel está utilizando diversos meios para derrotar o Hamas.

Estratégia Controverso

Lieberman expressou preocupação com a estratégia de armar grupos salafistas, que se identificam com o Estado Islâmico. Ele alertou que “ninguém pode garantir que essas armas não se voltem contra nós”. A estratégia de Israel de fortalecer clãs e milícias rivais ao Hamas tem gerado alarme entre analistas e jornalistas.

Recentemente, um grupo armado chamado Serviço Antiterrorista tem se destacado na região de Rafah, estabelecendo acampamentos e distribuindo alimentos. Esse grupo, que opera com a aprovação tácita do exército israelense, é liderado por Yasser Abu Shabab, um conhecido senhor da guerra beduíno.

Repercussões e Críticas

A atuação desse grupo tem sido criticada por organizações humanitárias, que afirmam que Israel está criando um estado de caos em Gaza. Jonathan Whittall, da OCHA (Escritório da ONU para Assuntos Humanitários), mencionou que as rotas oferecidas a equipes humanitárias são perigosas e inadequadas.

A estratégia de Israel de apoiar grupos armados em Gaza remete a experiências passadas, como no Líbano durante a guerra civil. A prática de fortalecer milícias rivais para desestabilizar inimigos tem sido uma tática recorrente na política israelense.

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