Milhares de moradores de Teerã estão abandonando suas casas e estocando suprimentos essenciais devido ao aumento dos ataques aéreos israelenses. O exército de Israel emitiu alertas para que civis deixem áreas de risco, intensificando o clima de insegurança. O governo iraniano tenta minimizar o pânico, mas a população se sente vulnerável.
As autoridades locais afirmam que os ataques israelenses já resultaram em 224 mortes, sendo 90% civis. Um morador de 38 anos, Shahriyar, expressou sua angústia: “Não temos para onde ir. Para quanto tempo devemos ficar longe de nossas casas?” Outro residente, Arshia, de 29 anos, relatou que sua família se deslocou para Damavand, a 50 km da capital, em busca de segurança.
A falta de abrigos antiaéreos adequados tem gerado preocupação. Apesar de o governo ter construído várias “cidades” subterrâneas de mísseis, não há proteção pública suficiente. O governo anunciou que mesquitas, escolas e metrôs estarão disponíveis como abrigo, mas muitos cidadãos duvidam da eficácia dessas medidas.
Gholamreza Mohammadi, um funcionário público, relatou dificuldades em acessar dinheiro e a crescente escassez de alimentos. “É muito difícil alugar um lugar fora de Teerã. Os preços dos alimentos estão aumentando a cada dia”, afirmou. A situação se agrava com a interrupção do acesso à internet, que caiu quase 50% desde o início dos ataques.
A milícia Basij intensificou a segurança nas ruas, montando postos de controle e realizando patrulhas noturnas. A população, no entanto, continua apreensiva. Zeynab, uma bancária aposentada, desconfia das promessas do governo: “Disseram que Israel não ousaria atacar o Irã, e vejam onde estamos.” A incerteza e o medo permeiam a vida cotidiana em Teerã, à medida que os ataques aéreos se intensificam.
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