Nos jantares sociais de 2025, os “inteligentinhos” se destacam por suas opiniões unânimes sobre política, defendendo posições extremas e censura nas redes sociais. Este fenômeno social, que começou a ser identificado há cerca de 15 anos, revela um padrão de pensamento que se tornou predominante entre intelectuais e acadêmicos.
Os encontros, frequentemente descritos como “jantares inteligentes”, são marcados por um ambiente de concordância absoluta. Os participantes discutem temas considerados “top”, apresentando diagnósticos e soluções para problemas globais, sempre com um forte senso de ética pessoal, que muitas vezes se assemelha mais a uma estratégia de autopromoção do que a uma prática genuína de virtude intelectual.
Política Internacional
No campo da política internacional, a visão dos inteligentinhos é clara. A condenação a figuras como Donald Trump é unânime, enquanto o Partido Democrata é visto como a solução ideal para os Estados Unidos. A situação no Oriente Médio é marcada por uma paixão pelo Hamas, com Israel sendo frequentemente responsabilizado por suas ações. Essa postura se reflete em uma crescente onda de antisemitismo, mesmo entre os próprios inteligentinhos judeus.
A guerra na Ucrânia apresenta um dilema para esse grupo. A confusão sobre quem é o “bonzinho” ou “mauzinho” leva a uma nostalgia do passado soviético, resultando em uma ambivalência em relação a Vladimir Putin. O foco acaba se deslocando para a crítica ao “inimigo sionista”.
Política Nacional
A política nacional também não escapa à influência dos inteligentinhos. A ideia de regular as redes sociais é um desejo comum, com a esperança de que apenas opiniões alinhadas ao seu pensamento sejam veiculadas. Essa busca por censura é especialmente forte entre profissionais da comunicação, que se mostram cada vez mais favoráveis a medidas que limitem a liberdade de expressão.
A lealdade ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva é inabalável, perpetuando a dicotomia entre Lula e Jair Bolsonaro. Essa polarização prejudica o debate político no Brasil, enquanto a paixão por bandidos se torna um tema recorrente nas discussões, mesmo que a população comum tema pela segurança.
O espaço intelectual no Brasil, abrangendo desde a academia até a mídia, está amplamente dominado por essa nova geração de pensadores. A capacidade de contestar suas ideias se torna cada vez mais escassa, refletindo um ambiente onde a diversidade de pensamento é frequentemente silenciada.
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