O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou as eleições presidenciais brasileiras como uma “vergonha” nesta quinta-feira (29). A declaração foi feita um dia depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito, chegar aos Estados Unidos após deixar o Brasil apesar de uma proibição judicial.
“Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil. Foi uma vergonha“, afirmou Trump a jornalistas antes de viajar para um comício eleitoral.
Questionado sobre quem considerava o vencedor legítimo da disputa, o presidente americano evitou responder.
“Não quero comentar isso neste momento”, declarou.
Após desembarcar, Flávio divulgou um comunicado no qual se apresentou como “o líder do Brasil” e prometeu organizar, a partir do território americano, a oposição ao governo Lula.
Aos repórteres, Trump também afirmou que Lula havia pedido que ele não interferisse nas eleições brasileiras.
“O presidente [Lula] me pediu para não interferir. Não tomei partido”, disse. “Mas acho que foi uma situação vergonhosa.”
O republicano ainda mencionou a reação do mercado financeiro ao resultado eleitoral. “Basta olhar para os mercados. Despencaram”, acrescentou.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República no último domingo (25), vencendo o seu oponente Flávio Bolsonaro (PL) com o maior número de votos da história. O petista comandará o Brasil por mais quatro anos, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Com o resultado, Lula conquistou seu quarto mandato presidencial, após ter governado o país entre 2003 e 2010 e retornado ao Palácio do Planalto em 2023. Na eleição de 2022, Lula tinha obtido o recorde histórico anterior em número de votos, de 60 milhões. Desde então, o número de eleitores no país passou de 156 milhões para 158 milhões.
*Com informações da AFP
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