DUBAI, Emirados Árabes Unidos — O Irã está avaliando os danos causados pelos ataques aéreos realizados por Israel e pelos Estados Unidos em suas instalações nucleares. O governo iraniano, através da porta-voz Fatemeh Mohajerani, confirmou que locais estratégicos, como Fordo, Isfahan e Natanz, sofreram danos significativos. Apesar da situação crítica, o Irã mantém a possibilidade de retomar as negociações com os EUA sobre seu programa nuclear.
Os ataques, que começaram em 13 de junho, resultaram na morte de 935 cidadãos iranianos, incluindo 38 crianças e 102 mulheres, segundo o porta-voz da judicatura iraniana, Asghar Jahangir. Ele afirmou que os bombardeios visavam desestabilizar o país, eliminando líderes militares e cientistas. No entanto, autoridades iranianas, incluindo o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei, insistem que o Irã “venceu” a guerra.
Avaliação dos Danos
Imagens de satélite mostram atividades no local de Fordo, onde equipes iranianas estão avaliando os danos. Trucks e equipamentos de construção foram vistos no local, levantando suspeitas sobre a possível remoção de materiais nucleares antes dos ataques. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) já havia alertado sobre a perda de continuidade em seu monitoramento das atividades nucleares iranianas.
Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também deixou em aberto a possibilidade de diálogo com os EUA. No entanto, a pressão de setores mais radicais dentro do país tem aumentado, com críticas a qualquer tentativa de cooperação com o Ocidente. O jornal Kayhan, alinhado ao governo, desqualificou as negociações, sugerindo que quem busca diálogo é “traidor”.
Contexto do Conflito
O conflito entre Irã e Israel é considerado uma guerra, dada a intensidade e a duração das hostilidades. As forças israelenses têm atacado não apenas instalações nucleares, mas também a infraestrutura militar do Irã, visando seus arsenais de mísseis balísticos. A situação permanece tensa, com o Irã enfrentando um cenário de crescente pressão econômica e política, enquanto tenta equilibrar a defesa de sua soberania com a necessidade de diálogo internacional.
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