O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (27) que respeitará o resultado das eleições de meio de mandato da próxima semana “se forem eleições honestas”. A declaração foi dada a jornalistas antes de embarcar no Air Force One para uma viagem de campanha ao Texas.
Questionado sobre como pretende trabalhar com os democratas caso eles conquistem a maioria na Câmara dos Representantes, Trump disse que buscará um entendimento, mas ressaltou seus poderes presidenciais. “Vamos encontrar uma maneira. Tenho um forte poder de veto”, afirmou.
“Espero que não seja esse o caso, mas, se for, isso já aconteceu antes com muitos presidentes. Você tem um forte poder de veto e acaba chegando a acordos”, declarou.
A votação está marcada para 3 de novembro e definirá as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. O resultado poderá alterar o equilíbrio de forças no Congresso americano e afetar a capacidade de Trump de implementar sua agenda nos dois últimos anos de mandato.
Segundo pesquisas de opinião pública, os democratas têm chances de conquistar a maioria na Câmara e também disputam o controle do Senado. Caso isso ocorra, o governo republicano poderá enfrentar maior resistência legislativa e investigações parlamentares sobre sua administração.
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Trump volta a falar em fraude eleitoral no Brasil
Em outra agenda nesta terça, Trump voltou a questionar, sem apresentar provas, a legitimidade das eleições no Brasil. Ao criticar os democratas, adversários de seu governo, Trump afirmou que eles conhecem bem as práticas de fraude e, em seguida, mencionou a votação brasileira.
Durante o discurso, Trump também disse que não apoiou nenhum candidato na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Lula venceu no segundo turno da eleição presidencial após uma virada inédita. O petista teve uma vantagem de 4,4 milhões de votos.
“Os democratas são os maiores fraudadores de eleições, embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Vocês viram aquilo? Não foi nada legal. Eu não tomei partido, mas aquilo não pareceu nada bom”, disse. Trump já havia insinuado o mesmo na segunda-feira (27).
A declaração ganhou repercussão em meio às notícias sobre a chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos com a família. O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que concederá vistos a Flávio, à esposa dele, Fernanda Bolsonaro, e às duas filhas do casal. Até a publicação desta notícia, Trump não havia comentado publicamente a presença do senador brasileiro no país.
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