Pelo menos 20 palestinos morreram em um posto de distribuição de alimentos da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), no sul da Faixa de Gaza, nesta quarta-feira, 16. O incidente ocorreu enquanto as pessoas aguardavam suprimentos em meio a uma grave crise humanitária, agravada pelo bloqueio israelense e pela proibição da UNRWA de operar na região.
Testemunhas relataram que guardas da GHF usaram gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra a multidão, resultando em tumulto e asfixia. A GHF afirmou que as mortes foram causadas por uma “onda caótica e perigosa”, com dezenove vítimas esmagadas e uma esfaqueada. O Ministério da Saúde de Gaza, no entanto, indicou que 15 das vítimas morreram devido à inalação de gases tóxicos.
Este evento marca um triste marco na guerra, que já resultou em mais de 58 mil mortes de civis. A GHF, que substituiu a UNRWA nas operações humanitárias, enfrenta críticas por sua abordagem militarizada e pela limitação dos pontos de distribuição. Antes, havia mais de 400 locais de ajuda, agora reduzidos a apenas quatro, atendendo a 2 milhões de pessoas.
Desde o início das operações da GHF em maio, cerca de 800 palestinos foram mortos em centros de distribuição. A GHF, que começou suas atividades após Israel permitir a entrada de ajuda, não se responsabiliza por mortes fora de seus perímetros. A situação alimentar em Gaza é crítica, com 93% da população enfrentando insegurança alimentar aguda, e meio milhão de pessoas em risco de fome.
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