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Incêndio em balsa nas Filipinas deixa 76 mortos; 13 estão desaparecidos

Mais de 130 pessoas estavam a bordo; autoridades investigam a causa do incêndio e tentam identificar as vítimas

Foto divulgada pela Guarda Costeira das Filipinas mostra agentes inspecionando uma área queimada da balsa M/V June Aster, perto de Coron, na província de Palawan, em 11 de setembro de 2026. (Foto: Philippine Coast Guard (PCG)/AFP)

Um incêndio em uma balsa nas Filipinas deixou ao menos 76 mortos e 13 desaparecidos, segundo balanço divulgado pelas autoridades neste sábado (12). Mais de 130 pessoas estavam a bordo da embarcação quando o fogo começou, perto do fim de uma viagem de mais de 20 horas.

As equipes de resgate recuperaram neste sábado outros 41 restos mortais carbonizados no interior da balsa. Na sexta-feira (11), 30 corpos já haviam sido retirados e levados para a cidade de Coron, onde foi montada uma estrutura temporária para a identificação das vítimas.

Segundo a Guarda Costeira das Filipinas, parte dos corpos foi encontrada na área da balsa destinada aos passageiros da classe econômica. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram o interior destruído pelas chamas, com estruturas metálicas de camas retorcidas pelo calor e cobertas por cinzas.

O trabalho de identificação deve ser uma das principais etapas da operação nos próximos dias. Familiares das pessoas que estavam a bordo aguardam informações enquanto equipes forenses analisam os restos mortais recuperados.

Entre eles está Anelyn Magbanua, de 37 anos. O marido dela retornava a Coron depois de visitar os filhos em Manila e ainda não havia sido localizado.

“Espero que ele não esteja entre os mortos que estão sendo retirados do navio. Espero que ele esteja vivo e tenha apenas sido levado pela correnteza para outra ilha”, afirmou, segundo a Reuters.

Os bombeiros só conseguiram entrar na balsa na sexta-feira, mais de um dia depois do início do incêndio. A fumaça intensa e as altas temperaturas haviam impedido o acesso a algumas partes da embarcação.

Causa do incêndio é investigada

As autoridades ainda investigam o que provocou o fogo. De acordo com a Autoridade da Indústria Marítima das Filipinas, sobreviventes relataram ter ouvido duas explosões dentro da embarcação pouco antes do início do incêndio.

Um dos sobreviventes disse à emissora GMA News que percebeu inicialmente uma pequena quantidade de fumaça, antes de as chamas se espalharem rapidamente pela balsa.

O oficial da Guarda Costeira Geronimo Tuvilla afirmou neste sábado que as prioridades são identificar as vítimas e esclarecer as circunstâncias do incêndio.

Também não há confirmação sobre o paradeiro do capitão da balsa. A porta-voz da Guarda Costeira, Noemie Cayabyab, afirmou ter recebido informações de que ele estaria vivo. O nome do comandante, porém, não aparece na lista dos 43 sobreviventes confirmados.

As Filipinas são formadas por mais de 7.600 ilhas, e o transporte marítimo é uma das principais formas de deslocamento entre diferentes regiões do país. Acidentes envolvendo balsas e outras embarcações já provocaram diversas mortes no arquipélago ao longo dos últimos anos.

 

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