Uma cidadã russa de 40 anos, Nina Kutina, foi encontrada vivendo em uma caverna em Gokarna, no sul da Índia, com suas duas filhas pequenas. A polícia local fez a descoberta em 9 de julho, enquanto patrulhava a área em busca de turistas perdidos. Kutina, que vive na Índia há nove anos, usava a caverna como um refúgio espiritual, onde praticava ioga e meditação.
Durante a abordagem, o inspetor de polícia Sridhar S.R. avistou cortinas feitas de saris vermelhos cobrindo a entrada da caverna. Ao entrar, encontrou Kutina e suas filhas, de 4 e 6 anos, vivendo em condições simples, cozinhando em um fogão a lenha e decorando as paredes com imagens de divindades hindus. Kutina afirmou que estava em harmonia com a natureza e desejava permanecer na floresta.
Após a descoberta, a polícia escoltou a família para um abrigo para mulheres. Em um e-mail enviado a parentes, Kutina expressou sua tristeza pela perda do que considerava seu lar. A investigação revelou que ela entrou na Índia em 2016 com um visto de negócios, mas excedeu o prazo de permanência. Em 2018, deixou o país, mas retornou em 2020 com um visto de turista.
A situação de Kutina levanta questões sobre sua trajetória na Índia. Ela trabalhou como professora particular de língua russa em Goa e já havia visitado a caverna em várias ocasiões. Após a abordagem policial, Kutina e suas filhas foram levadas para um centro de detenção em Bengaluru, onde o governo indiano está organizando sua deportação para a Rússia. A polícia agora investiga o paradeiro de seu filho mais novo, de 11 anos, e o falecimento do filho mais velho, de 21 anos, em um acidente de moto.
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