Dois guardas rangers da Virunga National Park morreram em um acidente de avião de reconhecimento próximo à Ishango, no leste da República Democrática do Congo, em 23 de julho. A aeronave Bat Hawk caiu durante uma operação para apoiar equipes em solo, perto do Lago Edward. A causa do acidente ainda é investigada.
O piloto Claude Nguo e o guarda Daniel Kakule estavam a serviço da ICCN, segundo comunicado. O objetivo da missão era proteger as equipes no terreno, buscando evitar riscos durante a operação na área. Ambos eram responsáveis por atividades de vigilância e proteção da fauna e dos recursos da reserva.
Virunga é reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO e abriga gorilas, chimpanzés, okapis e a maior população de hipopótamos da região. A área fica em uma zona de conflito, com a presença de grupos armados como o M23, o que aumenta a perigosidade das tarefas de campo.
O histórico de perdas na reserva é significativo: mais de 220 guardas já morreram nos últimos 20 anos. Além do peso humano, as operações enfrentam desafios logísticos e de segurança decorrentes do contexto regional.
A Virunga presta suporte às famílias dos falecidos, incluindo pagamento de salários, pensões, assistência médica e acesso à educação. Mesmo assim, o impacto emocional e financeiro é permanente para parentes e comunidades locais.
Contexto e desdobramentos
Segundo a ICCN, as circunstâncias do acidente estão sendo analisadas pelas autoridades competentes. A instituição reiterou o compromisso com a proteção de equipes de campo e com a continuidade das operações de conservação na região.
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