Com panelas e baldes em mãos, uma multidão de palestinos se aglomerou neste sábado em um refeitório social em Gaza, buscando arroz um dia após a ONU declarar fome no território. As imagens mostram mulheres e crianças lutando por comida em meio ao caos. A situação humanitária se deteriora rapidamente, com relatos de crianças em estado crítico devido à falta de alimentos e água.
A Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC) informou que 500 mil pessoas na governadoria de Gaza enfrentam fome, que poderia ter sido evitada sem a obstrução sistemática da ajuda por Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, desmentiu o relatório, chamando-o de “mentira descarada”. Philippe Lazzarini, diretor da UNRWA, pediu que Israel reconheça a fome que contribuiu para a crise.
A IPC prevê que a fome se espalhará para Deir al-Balah e Khan Younis até o fim de setembro, afetando cerca de dois terços da Faixa de Gaza. Enquanto isso, Israel intensifica os bombardeios, com imagens mostrando uma densa coluna de fumaça sobre o bairro de Zeitoun. O porta-voz da Defesa Civil de Gaza, Mahmud Basal, descreveu a situação como “absolutamente catastrófica”, com complexos residenciais inteiros destruídos.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que Gaza será destruída se o Hamas não se desarmar e libertar todos os reféns. Desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de 1.219 israelenses, as represálias israelenses já deixaram 62.622 mortos na Faixa de Gaza, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde local.
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