“Catorze militares que estavam no setor afetado pelas duas explosões registradas no centro militar de Viacha não foram localizados até o momento”, afirmou em um comunicado o coronel Antonio Amaru, comandante do Regimento Bolívar.
Um primeiro relatório do governo havia mencionado sete desaparecidos e agora este número foi fixado em 14. Trata-se de um sargento, funcionário das Forças Armadas, e 13 recrutas de 18 e 19 anos que cumprem um ano de serviço militar obrigatório.
O coronel Amaru afirmou que “os trabalhos de busca, resgate e remoção de escombros continuam na área afetada”.
Casas com janelas destruídas, escombros lançados pelos ares e uma densa coluna de fumaça preta que se elevava no meio da cidade: as cenas ficaram registradas em vídeos feitos por moradores e divulgados pela imprensa local.
Nos arredores do recinto militar, dezenas de policiais bloquearam a passagem de pedestres e da imprensa, constatou um colaborador da AFP.
“Até o momento, temos duas pessoas mortas confirmadas”, afirmou o ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, em coletiva de imprensa.
Os mortos e os desaparecidos são militares que servem na instalação, confirmou a instituição em um comunicado posterior.
“Temos, ainda, 81 pessoas registradas como feridas, duas delas em estado grave”, acrescentou Justiniano.
Moradores da região foram levados para um abrigo temporário. Segundo o ministro, “ainda não é prudente” que retornem às suas casas, pois “há moradias afetadas pela onda de choque”. O fornecimento de energia elétrica também foi interrompido na área impactada.
“O incidente está sob controle”, assegurou o coronel Roger Roca, porta-voz da polícia. Bombeiros trabalhavam com caminhões-pipa no local para reduzir os focos de calor, segundo imagens divulgadas por meios locais.
Investigação e material pirotécnico
O presidente Rodrigo Paz manifestou sua “profunda solidariedade às famílias das pessoas falecidas, aos que ficaram feridos e a todos os moradores afetados pelas explosões”.
“Também determinei a realização de uma investigação minuciosa, técnica e transparente sobre o ocorrido. Devemos estabelecer com absoluta clareza as causas deste fato, verificar o cumprimento dos protocolos de segurança e determinar as responsabilidades correspondentes”, disse Paz no X.
O ministro da Defesa detalhou que houve duas explosões. “A primeira teria envolvido pólvora negra, correspondente a material pirotécnico armazenado no local”.
“Neste momento, nossa prioridade são as pessoas: atender os feridos, acompanhar suas famílias e continuar os trabalhos de busca e verificação”, acrescentou Justiniano.
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