Kim Jong Un supervisionou o lançamento de dois novos tipos de mísseis antiaéreos, conforme informou a agência estatal KCNA. O teste, realizado no sábado, demonstrou a eficácia dos armamentos contra ameaças aéreas, como drones e mísseis de cruzeiro. O líder norte-coreano também designou “tarefas importantes” a cientistas de defesa, antecipando uma conferência política prevista para 2026.
O anúncio coincide com a visita do presidente sul-coreano Lee Jae Myung a Tóquio, onde se reuniu com o premiê japonês Shigeru Ishiba. Ambos os líderes reafirmaram a importância da cooperação bilateral e da parceria trilateral com os Estados Unidos, especialmente diante do fortalecimento militar da Coreia do Norte. Lee deve se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump, neste domingo.
A Coreia do Norte tem se distanciado das negociações com Seul e Washington sobre seu programa nuclear, priorizando a aproximação com a Rússia. Desde a invasão da Ucrânia, Pyongyang enviou milhares de soldados e armamentos a Moscou, incluindo artilharia e mísseis balísticos. A crescente cooperação militar entre os dois países levanta preocupações sobre a possível transferência de tecnologia russa para modernizar os sistemas de defesa norte-coreanos, que são considerados obsoletos.
Recentemente, o governo sul-coreano anterior afirmou que a Rússia forneceu mísseis e equipamentos para fortalecer a defesa aérea de Pyongyang. Além disso, Kim Jong Un homenageou combatentes que lutaram na Ucrânia, exaltando-os como “heróis e patriotas”. Avaliações de inteligência indicam que cerca de 15 mil militares norte-coreanos foram enviados à Rússia desde o ano passado, com 600 deles mortos em combate. Pyongyang também planeja enviar trabalhadores militares e especialistas em desminagem para a região de Kursk, na Rússia, em uma missão que pode iniciar nos próximos meses.
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