Uma macrorredada realizada por agentes de imigração dos Estados Unidos em uma planta da Hyundai em Ellabel, Georgia, resultou na detenção de 450 pessoas, incluindo cidadãos sul-coreanos e executivos da empresa. A operação, ocorrida na última quinta-feira, é considerada a maior já realizada pelas autoridades de imigração americanas e gerou tensões diplomáticas entre EUA e Coreia do Sul.
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul expressou sua preocupação com a situação, destacando que o número de sul-coreanos detidos é significativo. O porta-voz Lee Jaewoong afirmou que o governo está tomando medidas para abordar o caso, incluindo o envio de diplomatas ao local e a formação de uma equipe de resposta. Ele ressaltou que as atividades comerciais dos investidores sul-coreanos e os direitos dos cidadãos não devem ser violados durante a aplicação da lei.
A operação foi parte de uma investigação sobre práticas de trabalho ilegais e outros crimes federais. Agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) bloquearam as saídas da fábrica, levando a uma corrida desesperada dos trabalhadores em busca de esconderijo. Alguns relataram ter se escondido em dutos de ar-condicionado, enquanto outros fugiram para o bosque, onde permaneceram ocultos por horas.
A planta da Hyundai, que está prevista para iniciar a produção de baterias de íon de lítio no próximo ano, é um projeto de 7,6 bilhões de dólares e foi promovido como um marco no desenvolvimento econômico do estado. A operação de imigração levanta questões sobre o impacto das políticas de deportação do governo Trump em investimentos estrangeiros e na economia local.
Entre na conversa da comunidade