Um terremoto devastador de magnitude 6,0 atingiu o Afeganistão no último domingo (31), resultando na morte de mais de 2.200 pessoas e deixando cerca de 4.000 feridos. Este evento, o mais letal da história do país, ocorreu principalmente na província de Kunar, onde deslizamentos de terra complicaram as operações de resgate.
As autoridades talibãs informaram que mais de 7.000 casas foram destruídas. O porta-voz adjunto do governo, Hamdullah Fitrat, alertou que o número de mortos pode aumentar, pois centenas de corpos ainda estão sendo encontrados em áreas devastadas. O terremoto foi seguido por várias réplicas, incluindo um abalo de 5,2 que ocorreu na terça-feira.
Desafios nas Operações de Resgate
As equipes de resgate enfrentam dificuldades significativas para acessar as áreas remotas afetadas. Estradas bloqueadas e a geografia montanhosa dificultam a chegada a comunidades isoladas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) destacou que as chances de encontrar sobreviventes estão diminuindo rapidamente, especialmente com a chegada de chuvas que agravam a situação.
A OMS lançou um apelo por US$ 4 milhões para atender às necessidades emergenciais, enquanto a ONU já disponibilizou R$ 5 milhões. No entanto, a assistência humanitária é limitada, pois muitas organizações foram forçadas a reduzir suas operações devido a cortes na ajuda internacional.
Impacto Humanitário e Crise em Curso
A catástrofe ocorre em um momento crítico, quando o Afeganistão já enfrenta uma grave crise humanitária e econômica, exacerbada por sanções internacionais e décadas de conflito. Os serviços de saúde estão sobrecarregados, e a situação das mulheres é particularmente preocupante, com a falta de equipes de resgate femininas limitando o apoio disponível.
Sobreviventes relatam perdas devastadoras, como Abdullah, que perdeu 12 membros da família. A ONU alerta que a situação é crítica, especialmente para mulheres e crianças, que são as mais vulneráveis nesse cenário de destruição e necessidade.
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