Ligia Ceballos, uma mulher de 57 anos, busca esclarecer se foi roubada de seus pais biológicos na Espanha durante o franquismo e levada ilegalmente para o México, onde foi adotada. A Suprema Corte do México decidiu reabrir seu caso como uma possível desaparecimento forçado, exigindo que as autoridades investiguem o tráfico de pessoas e o papel do governo espanhol e da Igreja Católica.
Ligia, que nasceu como Diana Ortiz em 1968, foi trazida ao México quando tinha apenas alguns meses. Seus pais adotivos, que a registraram com um novo nome e nacionalidade, revelaram a verdade sobre sua origem quando ela tinha 33 anos. Desde então, Ligia tem buscado informações sobre sua verdadeira identidade, enfrentando obstáculos legais e burocráticos.
A decisão da Suprema Corte, emitida antes da troca de ministros, determina que o caso deve ser tratado como uma desaparecimento forçado e que o tráfico de pessoas deve ser investigado. Ligia já possui documentos que confirmam seu nascimento em Madrid e acredita que sua adoção envolveu práticas ilegais comuns durante a ditadura de Franco, que resultaram no roubo sistemático de crianças de famílias dissidentes.
Organizações como a Amnistia Internacional têm apoiado Ligia em sua busca por justiça. A prática de roubo de crianças durante o franquismo é considerada um crime de lesa humanidade, e a Corte mexicana espera que a investigação possa trazer à luz a verdade sobre seu passado. Ligia expressa que um reconhecimento formal por parte da Espanha, incluindo a emissão de um passaporte com seu nome original, seria um passo significativo em sua jornada.
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