Após mais de uma semana, o Nepal finalmente começou a receber ajuda humanitária nesta quinta-feira (3). A catástrofe, que resultou em ao menos 1.200 mortos no Nepal e na China, foi provocada pelo colapso de uma geleira na cadeia de montanhas do Himalaia.
O desastre ocorreu em 26 de agosto e provocou uma enxurrada de gelo, rochas e lama que atingiu a região de fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China. Vilarejos, assentamentos, escolas, estradas e casas foram arrastados ou soterrados.
Do lado nepalês, o órgão de gestão de desastres informou que 1.259 pessoas morreram. Na China, a imprensa estatal reportou 21 mortes na região autônoma do Tibete.
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As autoridades do Nepal também elevaram o número de desaparecidos para 5.083, enquanto o governo chinês informou 541 desaparecidos. Entre os desaparecidos, há quase 600 estrangeiros de mais de 30 países.
“É simplesmente incrível a magnitude da catástrofe, a magnitude da destruição”, afirmou em Katmandu a coordenadora da ONU para o Nepal, Lila Pieters Yahia.
Segundo ela, o acesso às áreas atingidas tem sido “muito, muito, muito difícil”. Agências da ONU distribuíram kits de água e saneamento, além de alimentos e medicamentos.
Nepal terá que reconstruir 20 mil casas
O Nepal estima que cerca de 20 mil casas terão que ser reconstruídas em locais diferentes e mais seguros após a destruição causada pela enxurrada.
Segundo Dharma Raj Upreti, chefe da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres, estimativas preliminares indicam que 7.500 casas foram completamente destruídas, levadas pela correnteza ou soterradas por lama e escombros.
Mesmo parte das casas que seguem de pé não está habitável, afirmou Upreti. Por isso, as autoridades avaliam a necessidade de reassentar moradores em áreas menos vulneráveis. O número de deslocados é incerto, mas chega aos milhares.
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Acesso difícil e controle de informação
As operações de busca e resgate continuam nesta quinta-feira em diferentes áreas afetadas. Mais de 9.300 soldados do Exército nepalês atuam em regiões como Timure, Rasuwa, Nuwakot, Dhading, Chitwan e Nawalparasi Oriental.
As equipes trabalham no resgate de feridos, na gestão dos corpos, na remoção de bloqueios em estradas e no atendimento médico de emergência. As buscas também se concentram em túneis ligados a projetos hidrelétricos, onde tentam localizar possíveis sobreviventes presos nessas estruturas.
Agências de ajuda do Nepal avaliam mobilizar carregadores para alcançar os distritos mais atingidos próximos à fronteira com a China. Os carregadores são tradicionalmente usados em expedições de trekking e montanhismo no Nepal e são conhecidos por transportar cargas pesadas por trilhas íngremes e em condições difíceis.
Com informações da Reuters e AFP
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