Durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, fez duras críticas à União Europeia (UE) por seu comércio com a Rússia. Em seu discurso, ele destacou que, enquanto a UE apoia a Ucrânia na guerra, continua a manter relações comerciais com Moscou, que totalizaram US$ 35 bilhões em importações e US$ 31 bilhões em exportações no último ano.
Trump também se posicionou favoravelmente a ações militares americanas no Caribe, em contraste com o discurso do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu a paz na região. O ex-presidente mencionou grupos venezuelanos, como o Trem de Aragua, e prometeu intensificar operações para combater o que chamou de “terrorismo venezuelano”. Ele afirmou que “cada barco que destruímos transportava pessoas que matariam americanos”.
A relação entre os EUA e a UE se encontra em um momento delicado, com a Europa dependendo fortemente dos Estados Unidos. Trump tem utilizado essa dependência para pressionar os governos europeus, especialmente aqueles que não estão alinhados com sua administração. A retórica agressiva do ex-presidente reflete uma estratégia de reafirmação do poder militar americano na região, enquanto a UE tenta equilibrar suas relações comerciais e políticas em um cenário global cada vez mais complexo.
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