Madeleine Habib, ativista australiana, foi libertada de uma prisão israelense neste domingo, 12 de outubro, após ser detida em 8 de outubro. A prisão ocorreu por sua suposta tentativa de violar o bloqueio naval de Gaza com a embarcação humanitária *Conscience*, interceptada pela marinha israelense em águas internacionais.
Habib estava detida na prisão Ketziot e, segundo fontes próximas, sua liberação ocorreu de manhã, junto a outros ativistas da flotilha. Ela foi encaminhada à fronteira com a Jordânia, mas não está claro se assinou o protocolo exigido por Israel, que a obrigaria a reconhecer a tentativa de quebra do bloqueio.
A ativista é a oitava australiana a ser detida e liberada após participar de uma missão humanitária. Durante sua detenção, representantes do consulado australiano informaram que Habib poderia permanecer em Israel indefinidamente, caso não assinasse um documento de renúncia. Ela se recusou a assinar, embora outros membros da flotilha tenham sido liberados sem fazê-lo.
Condições de Detenção
Habib relatou ter enfrentado condições difíceis durante a detenção, mencionando que recebeu apenas pão velho e água de torneira. Ela teve acesso a um advogado, mas não sofreu abuso físico, conforme afirmou a representantes do Departamento de Relações Exteriores e Comércio da Austrália.
A *Conscience*, que partiu da Itália com cerca de 100 voluntários, incluindo médicos e jornalistas, visava levar ajuda humanitária a Gaza. A missão foi interrompida poucos dias antes da proposta de um cessar-fogo mediado por Donald Trump.
Movimentos de Apoio
No mesmo dia da liberação de Habib, tensões aumentaram em várias cidades australianas, onde milhares de pessoas participaram de manifestações em apoio à Palestina. Os organizadores prometeram continuar os protestos até que a ajuda humanitária seja permitida em Gaza. Surya McEwen, um dos passageiros de uma flotilha anterior, afirmou que os ativistas continuarão a tentar entregar ajuda enquanto o bloqueio persistir.
As autoridades australianas reiteraram sua preocupação com a segurança e o tratamento de cidadãos detidos em Israel, pedindo a Israel que facilite a entrada contínua de ajuda humanitária em Gaza.
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