O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, chegou nesta terça-feira (8) à Colômbia, primeira parada de uma viagem pela América Latina que também incluirá Equador e Peru.
Segundo o Departamento de Estado, o objetivo do giro é “reforçar a cooperação na luta conjunta contra o narcoterrorismo” e “aprofundar as relações comerciais”. Os três países passaram por processos eleitorais que levaram ao poder governos de direita favoráveis a Donald Trump.
Rubio desembarcou em Barranquilla, no Caribe colombiano, onde se reuniu com o presidente Abelardo de la Espriella.
“Queremos ter uma relação de longo prazo” com a Colômbia, disse Rubio a jornalistas no aeroporto de Miami, antes de embarcar para o país sul-americano.
Rubio também discute a reconstrução do país após o terremoto que deixou ao menos 330 mortos na Colômbia. De la Espriella pediu assistência dos Estados Unidos e a suspensão de tarifas para facilitar as obras de reconstrução.
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Colômbia se aproxima dos Estados Unidos
Washington ganhou um novo aliado na região. De la Espriella, advogado de 48 anos, assumiu a presidência após o governo de Gustavo Petro, ex-guerrilheiro do Movimento 19 de Abril (M-19).
Petro e Trump viveram momentos de tensão. Ao longo do segundo mandato, o presidente estadunidense fez acusações diretas contra Petro, alegando que ele teria ligações com o tráfico de drogas.
Petro também rejeitou inicialmente voos com imigrantes deportados dos EUA e criticou o tratamento dado aos cidadãos colombianos, o que levou a ameaças de tarifas comerciais por parte de Trump.
Admirador declarado de Trump e defensor de uma linha dura contra o crime, De la Espriella pretende fortalecer as relações entre os países. Em seu primeiro mês de mandato, o presidente colombiano propôs um plano para usar bombardeios contra cartéis de cocaína, encerrando as negociações de paz iniciadas por Petro.
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Aliança militar nas Américas
Os Estados Unidos são o principal aliado militar da Colômbia, fato que motivou a decisão do país sul-americano de integrar o Escudo das Américas. Proposta por Donald Trump como uma aliança militar contra o narcoterrorismo, a coalizão também recebeu adesão do Peru, segundo Rubio.
Em agosto, o governo colombiano também autorizou operações militares conjuntas com os Estados Unidos. O país ainda recebeu o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, Francis L. Donovan, para discutir a estratégia de combate ao tráfico.
Depois da Colômbia, Rubio viajará ao Equador, onde se reunirá com o presidente Daniel Noboa, e a Lima, para um encontro com a presidente peruana Keiko Fujimori.
Desde que assumiu a diplomacia do governo Trump, Rubio afirmou que a América Latina e o Caribe se tornaram prioridade para o governo. Segundo ele, o giro diplomático reforçará a presença dos Estados Unidos no hemisfério.
A viagem de Rubio ocorre em meio ao avanço da chamada doutrina Donroe. O termo combina o nome de Donald Trump com o sobrenome do presidente americano James Monroe. Há mais de dois séculos, Monroe definiu a América Latina como uma área de influência dos Estados Unidos.
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Com informações da AFP
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