Após a libertação dos últimos reféns israelenses pelo Hamas, relatos sobre suas experiências em cativeiro emergem, revelando um cenário de tortura severa e momentos de convivência com os captores. Os sequestrados, que enfrentaram condições extremas, relataram perdas de peso significativas de até 40% e episódios de violência física.
Durante o cativeiro, alguns reféns, como Omri Miran, de 48 anos, foram mantidos em 23 locais diferentes em Gaza, incluindo túneis. Miran, que cozinhou para seus captores, descreveu momentos de interação, como jogar cartas. Ele foi libertado e reencontrou suas filhas após dois anos. Outro refém, Avinatan Or, de 32 anos, que foi sequestrado durante o ataque ao festival Nova, passou dois anos isolado, enfrentando a fome e o medo, e pediu para ficar a sós com sua namorada após a libertação.
Mudanças nas Condições de Cativeiro
Relatos indicam uma possível mudança na abordagem do Hamas, que, conforme as negociações de cessar-fogo avançaram, pareceu adotar métodos menos brutais. Alguns reféns, como Guy Gilboa-Dalal, foram mantidos em túneis, mas depois transferidos para locais diferentes, onde foram alimentados, possivelmente em resposta à pressão internacional. A mãe de Matan Angrest, um soldado que sofreu torturas severas, relatou que seu filho foi mantido em condições extremas, com episódios de desmaios devido a agressões.
Os irmãos Gali e Ziv Berman, sequestrados em Kfar Aza, também relataram períodos de falta de comida, mas estavam alheios à presença um do outro até a libertação. As experiências variadas dos reféns destacam a complexidade da situação, onde momentos de convivência coexistiram com a brutalidade.
Esses relatos não apenas revelam as atrocidades do cativeiro, mas também refletem a dinâmica das negociações e as possíveis mudanças nas táticas do Hamas à medida que as conversas para um cessar-fogo se intensificam.
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