Dozens of soldiers and civilians foram mortos em novos confrontos na fronteira entre Afeganistão e Paquistão, com ataques aéreos paquistaneses em Kandahar e Kabul. A violência, que se intensificou nos últimos dias, levou a um cessar-fogo temporário de 48 horas, anunciado na quarta-feira à noite.
A situação se agravou após uma série de ataques, com Islamabad acusando o Talibã afegão de disparos não provocados em postos de fronteira. Em resposta, o exército paquistanês realizou bombardeios que resultaram na morte de pelo menos 20 combatentes talibãs. O conflito gerou uma onda de deslocamentos, com centenas de pessoas fugindo de vilarejos na fronteira.
Os combates começaram na terça-feira à noite, na região de Kurram, e se espalharam rapidamente. Moradores relataram que o céu estava iluminado por bombardeios e tiros. Na cidade de Chaman, o impacto dos ataques foi sentido, com relatos de danos significativos a escolas e residências. Um residente local, Naqeeb Ullah, mencionou que muitos civis foram mortos e feridos, incluindo uma criança de 11 anos.
Cessação das Hostilidades
Apesar da escalada da violência, ambos os lados concordaram em um cessar-fogo temporário, que começou às 18h de quarta-feira. O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão declarou que as partes se comprometeriam a dialogar para encontrar uma solução pacífica para a crise. No entanto, a desconfiança entre os países permanece alta, com acusações mútuas sobre abrigar militantes e desestabilizar a região.
As tensões na fronteira têm raízes profundas, com o Paquistão historicamente apoiando o Talibã, enquanto acusa o Afeganistão de proteger o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), grupo responsável por uma série de ataques mortais em território paquistanês. A situação continua a evoluir, gerando preocupações sobre uma possível escalada do conflito e a instabilidade regional.
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