A Argentina perdeu 32.290 empresas desde o início do governo de Javier Milei, uma queda de 6,3%. Segundo dados da Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT) divulgados pelo jornal argentino La Nacion, o país tinha 512.357 empresas registradas no fim de novembro de 2023, último mês da gestão de Alberto Fernández, e passou para 480.067 em julho de 2026.
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A redução acumulada durante o atual governo supera a registrada na pandemia de Covid-19. Entre fevereiro de 2020, mês anterior ao início da quarentena, e setembro de 2021, ponto mais baixo daquele período, o número de empresas caiu de 508.187 para 486.782. Foram 21.405 empresas a menos, recuo de 4,2%, contra 32.290 e 6,3% desde o fim de 2023.
Somente em julho, o país registrou 948 empresas a menos do que em junho, completando 18 meses consecutivos de retração no número de companhias com funcionários formalmente registrados.
Na comparação com um ano antes, a redução chega a 15.475 empresas, ou 3,1%. Já em 2026, foram perdidas 9.682 unidades empregadoras. O país encerrou dezembro de 2025 com 489.749 empresas ativas, o que representa uma queda de 1,97% até julho.
Os números aparecem em um cenário de estagnação econômica, queda da renda e deterioração do mercado de trabalho, apesar do crescimento e dos investimentos registrados em setores como hidrocarbonetos, mineração, agronegócio e energia.
Os dados da SRT incluem empresas privadas e públicas. Para a estatística, é considerada empresa empregadora qualquer pessoa física ou jurídica com pelo menos um trabalhador registrado em relação de dependência. Trabalhadores de casas particulares não entram nessa categoria.
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