Israel decidiu abrir o posto de Rafah, permitindo a entrada de ajuda humanitária em Gaza, após a entrega de mais corpos de reféns pelo Hamas. A medida ocorre em um contexto de negociações de cessar-fogo mediadas pelos EUA, que visam a resolução do conflito.
Relatórios indicam que aproximadamente 600 caminhões com suprimentos, incluindo alimentos e medicamentos, entrarão em Gaza. A decisão de Israel também inclui a permissão para que palestinos que deixaram a região durante o conflito possam retornar, sob aprovação de segurança israelense.
A situação em Gaza é crítica, com centenas de milhares de pessoas sem acesso a água potável e alimentos. Organizações humanitárias, como a Unicef, destacam que a ajuda necessária é muito maior do que o que está sendo enviado. Tess Ingram, da Unicef, afirmou que a quantidade de suprimentos ainda é “um pingo no oceano” diante das necessidades emergentes.
Entrega de corpos e desafios logísticos
O Hamas entregou os restos de quatro reféns, totalizando oito desde o início do cessar-fogo. O processo de localização e entrega de corpos tem enfrentado dificuldades, dada a destruição em Gaza. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) ressaltou que a recuperação de corpos é um “desafio massivo” e pode levar dias ou semanas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou que o governo não abrirá mão dos esforços para garantir a devolução de todos os reféns, vivos ou mortos. As negociações para a próxima fase do cessar-fogo estão em andamento, e novos desdobramentos podem ocorrer a qualquer momento.
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